09 de julho de 2026
Polícia

Laudo: fogo foi causa provável de queda de eucalipto

Por Cinthia Milanez | Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 2 min

Na tarde de ontem, o diretor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Claudio Sampaio, mostrou ao JC o laudo de vistoria da queda de um eucalipto de mais de 20 metros de altura, que ocorreu na manhã do último domingo na avenida Comendador da Silva Martha e deixou quatro passageiros de uma Saveiro feridos. No documento, foi constatado que, possivelmente, o fogo colocado na base da árvore teria colaborado para a queda.

Conforme divulgado ontem, o acidente ocorreu na quadra 20 da avenida. A suspeita é de que a queda teria sido motivada por um incêndio criminoso ocorrido na véspera, mas a polícia ainda vai investigar.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o condutor da Saveiro, Luiz Manuel Ilhesca, 51 anos, seguia no sentido Praça Portugal, quando a árvore caiu e atingiu a parte dianteira do veículo, exatamente onde estavam os passageiros. No carro, também estavam seus filhos e a namorada Michelle Farha, 36 anos.

Diante dessa situação, o laudo da Semma, assinado pelo engenheiro agrônomo do órgão, Luiz Fernando Nogueira, também demonstrou que o eucalipto estava dentro de um terreno particular, um pouco abaixo do incêndio, que ocorreu na lateral da avenida. Com o documento em mãos, o diretor da instituição afirmou que faria um registro na polícia para acompanhar o processo de apuração das responsabilidades.


Porta-luvas

O JC divulgou na edição de ontem, conforme informações da Polícia Militar (PM), que o motorista da Saveiro seria autuado por não estar portando a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o documento do carro. Porém, ele entrou em contato com o JC e disse que os papéis estavam dentro do porta-luvas do veículo, mas não foram encontrados pelos policiais que atenderam a ocorrência. “Os militares me pediram os documentos, eu disse que não estavam comigo e fui autuado”, conta.


Não portava

Segundo Samuel Gomes, comandante da 1ª Companhia da PM de Bauru, o militar responsável pela autuação relatou que a namorada do condutor, ainda no local do acidente, teria afirmado a ele que os documentos do veículo estariam com o motorista. Diante disso, o policial foi até o PSC, onde o homem estava, o questionou e, como os papéis não estavam com ele, realizou a autuação. Gomes diz ainda que o militar agiu dentro da normalidade, mas que a vítima poderá  recorrer.