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O aumento dos impostos sobre bebidas frias entraria em vigor durante a Copa, o que poderia prejudicar a economia do país |
O governo federal decidiu suspender por três meses a aplicação de nova tabela de impostos para o setor de bebidas frias, o que acarretaria aumento da carga tributária a partir do início de junho, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira (13).
"Teremos aumento de imposto de bebidas frias daqui três meses (...) O que estamos fazendo agora é postergando uma correção de tabela que haveria a partir de 1º de junho", disse o ministro, reconhecendo que o setor tem um efeito importante na composição de índices de inflação.
Aumento de imposto poderia gerar 200 mil demissões após a Copa
O setor de bares e restaurantes havia estimado demissão de 200 mil empregados após a Copa do Mundo, com a decisão do governo de elevar impostos do setor de bebidas frias para compensar a necessidade de superávit primário do governo.
A previsão foi do presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, que se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega para discutir o assunto. Uma das reivindicações do setor é que a elevação de tributos só ocorresse em outubro e de forma escalonada.
O aumento das alíquotas do setor foi anunciado no final de abril pelo governo, mas as novas tabelas com os preços das bebidas só entrariam em vigor em junho. A previsão da Abrasel era de que o aumento teria impacto de 10% a 12% no preço das bebidas frias (cervejas, refrigerantes, isotônicos e refrescos) para o consumidor.
Logo depois do anúncio de aumento, em abril, a Receita Federal retificou informação e disse, em nota oficial, que os preços das bebidas frias subiriam, em média, 2,25% para o consumidor final, e não somente 1,3%. Também houve erro na primeira divulgação das tabelas.