Lakhdar Brahimi, enviado da Liga Árabe e das Nações Unidas para a Síria, irá deixar seu cargo em 31 de maio, conforme anunciado nesta terça-feira (13) pelo secretário-geral da ONU.
A renúncia ocorre após quase dois anos de esforços -sem sucesso- por parte de Brahimi para encerrar o conflito sírio, que já deixou mais de 150 mil mortos desde seu início, em março de 2011.
Brahimi havia dito em mais de uma ocasião que iria renunciar, e o enviado à Síria disse a repórteres nos EUA, também, que pensava diariamente em renunciar ao cargo.
Ele deixará como legado as duas rodadas de negociações realizadas em Genebra entre o regime sírio e parte da oposição, sem resultados.
Ainda não foi anunciado o nome de quem irá suceder Brahimi no cargo e lidar, a partir de então, com o complicado cenário da insurgência na Síria. O ditador Bashar al-Assad deve ser reeleito em 3 de junho, em eleições presidenciais criticadas pela comunidade internacional, enquanto regiões do país estão sob o controle dos rebeldes.
USO DE CLORO
A organização Human Rights Watch, de defesa dos direitos humanos, afirmou nesta terça-feira (13) haver evidências apontando para o uso de gás cloro por parte do regime sírio no ataque a três cidades.
Caso confirmada, a ação significaria que a Síria violou o acordo internacional a respeito de armas químicas, ao qual aderiu no ano passado após a pressão dos EUA.
O Human Rights Watch afirma que o regime de Bashar al-Assad usou gás cloro em meados de abril ao atacar as cidades de Kafr Zita, Al-Tamana e Telmans -todas sob controle de rebeldes.
Segundo a organização, houve ao menos 11 mortes ali, além de quase 500 pessoas terem apresentado "os sintomas consistentes com a exposição ao gás cloro".