08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A banana


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Depois que surgiu a ideia maldosa de atirar banana no campo de futebol, dá a impressão que o preconceito no Brasil é só racial. Se prestarmos atenção vamos observar que o racial é o que menos sofre com este tipo de descriminação. O idoso sofre com esses "elogios" todos os dias e a banana que ele recebe é aquele gesto feito com o braço, a la Boris Casoi.

O cadeirante, o gordo, o pobre mal trajado, todos os seres humanos com defeito físico são vítimas de preconceito.

O lavrador com a maneira de trajar e muitas vezes com pouca instrução escolar dá motivo para a festa caipira junina, que é um tipo de zombaria preconceituosa.

Os apelidos são um tipo de preconceito, só que existem casos em que a pessoa adota o apelido porque fica mais conhecido, outros brigam. Chamar as pessoas pelo tipo de aparência, exemplo: Alemão, Japa, Gordo, Magrão.

Embora as pessoas em que colocamos apelido sempre dizem que é carinhosamente para fugir da punição, é preconceito disfarçado. Já encheu o saco esse negócio de banana, quanto mais propaganda mais sucesso. Tenho dito.

Francisco Antonetti Torrecilha