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A CPI da Petrobras do Senado, controlada por aliados da presidente Dilma Rousseff, aprovou ontem seu plano de trabalhos, que inclui investigações sobre a construção do Porto de Suape, em Pernambuco (veja quadro).
Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter negado a inclusão do tema para ser investigado pela comissão de inquérito, o relator da comissão, senador José Pimentel (PT-CE), dedicou um capítulo das investigações para a refinaria de Abreu e Lima (PE), incluindo sua interligação com o porto.
O objetivo do governo é desgastar o ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE), provável adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro, e que comandava o Estado durante a construção do sistema de interligação do porto com a refinaria.
Pimentel disse que o tema não contraria a decisão do STF porque, em sua liminar, a ministra Carmen Lúcia permite que “temas conexos” com os da Petrobras sejam investigados pela CPI. “O que ela disse é que as matérias conexas poderão ser investigadas no curso da comissão. Aqui é uma CPI técnica, não política. Eu não saio um milímetro da decisão (da ministra)”, afirmou.
O plano de trabalho da CPI da Petrobras é dividido em quatro capítulos, cada um dedicado a um tema a ser investigado pelos senadores. O primeiro deles é a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, pela Petrobras, numa ação em que o relator considera legal.
Outros capítulos vão investigar, além de Abreu e Lima, a relação da empresa SBM Offshore com a Petrobras e a segurança nas plataformas da estatal.
Primeiros ouvidos
Os primeiros a serem ouvidos pela CPI serão a presidente da Petrobras, Graça Foster, e o ex-presidente da estatal Sérgio Gabrielli. As audiências foram marcadas para a semana que vem, dia 20 e 22, respectivamente.