08 de julho de 2026
Geral

Vigilantes das UPAs entram em greve

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Desde janeiro deste ano, vigilantes da empresa Proseg, que foram contratados pela prefeitura de Bauru para prestarem serviços nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e  Companhia de Habitação Popular (Cohab), estariam recebendo os salários com atraso de até 15 dias. Diante disso, segundo informações do Sindicato dos Vigilantes de Bauru e Região, dos 56 vigias das UPAs, quase 30 cruzaram os braços.

De acordo com Benedito Pires, diretor regional do órgão, 30 trabalhadores participaram de uma assembleia em frente ao Pronto-Socorro Central (PSC) e a maioria optou por paralisar as atividades até receber os salários deste mês. Até o fechamento desta edição, só sete vigias teriam recebido e a greve foi mantida.

Para André Gustavo Martins Mielli, advogado da Proseg, o repasse por parte dos órgãos públicos pode ser moroso. Ele assume o atraso, mas afirma que não passa de uma semana. “Nós estamos conversando com a prefeitura sobre o assunto para que ninguém seja prejudicado”, diz.

Mielli acrescenta ainda que o contrato da Proseg com a prefeitura necessita de aditivos. Além disso, existe a conversão coletiva, que seria um reajuste anual nos salários da categoria. “Por enquanto, essa diferença de valores também está sendo bancada com recursos próprios da empresa. Diante dessa situação, também cobramos uma solução por parte da prefeitura. Mesmo assim, pretendemos estabelecer uma boa relação com o órgão público ”, frisa o advogado.


Município

Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informa que a Secretaria Municipal de Saúde notificou extrajudicialmente e toma outras medidas legais cabíveis contra a empresa prestadora do serviço por não assumir os 56 postos de trabalho durante a paralisação. Além disso, a assessoria afirma que a greve dos funcionários não afetou os serviços das UPAs até

o momento.

Repasse feito

Quanto ao atraso dos pagamentos desde o mês de janeiro, a assessoria diz que o repasse foi feito, mas, se houve atraso no pagamento, foi porque a empresa prestadora do serviço não entregou os documentos obrigatórios a tempo. Sobre o pedido de aditivo, a assessoria defende que ele ainda está sendo analisado.