11 de julho de 2026
Geral

Aos 81 anos, morre o maquinista da locomotiva exposta no Bosque

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 1 min

“Ele trabalhava com gosto”. É o que afirma o filho caçula de Hélio Duarte, Hélio Duarte Junior, sobre o período em que o pai era maquinista de uma locomotiva pertencente à antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB). O instrumento de trabalho de Duarte, inclusive, tornou-se objeto de exposição no Bosque da Comunidade, em Bauru. O maquinista morreu na tarde deste último domingo, aos 81 anos, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Duarte nasceu em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) no dia 2 de janeiro de 1933. Quando jovem, mudou-se para Lins (102 quilômetros de Bauru), onde começou a trabalhar na antiga NOB e conheceu a já falecida esposa, Maria Conceição Marinho Duarte, com quem teve sete filhos. Depois de cinco anos de “casa”, Duarte foi transferido para Bauru, cidade em que construiu a vida.

De acordo com Hélio Duarte Junior, filho caçula do maquinista, todos os irmãos nasceram na Vila Dutra, em Bauru, região que, na época, era habitada por ferroviários.

“O meu pai tinha um caráter inquestionável. Era linha dura, mas era um exemplo de pai, um exemplo de homem e um exemplo de vida”, desabafa o caçula.

Duarte deixou sete filhos, 28 netos, 12 bisnetos e muitas lembranças boas enquanto maquinista da NOB.

Para Mário Padim, 83 anos, colega de trabalho e cunhado do condutor da locomotiva, Duarte ficou lisonjeado quando descobriu que a máquina que conduzia seria exposta no Bosque. O maquinista foi velado no Centro Velatório Terra Branca ontem à tarde e, no mesmo dia, sepultado no Cemitério Jardim do Ypê.