10 de julho de 2026
Internacional

CIA não vai mais usar vacinação como disfarce para operações


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A CIA anunciou que não vai mais usar campanhas de vacinação como disfarce para operações de inteligência. A informação foi dada em uma carta de 16 de maio assinada por Lisa Monaco, assessora de contraterrorismo de Barack Obama. A correspondência foi endereçada a reitores de 13 escolas de saúde pública dos EUA. A publicação da carta foi revelada ontem.

Em 2011, uma campanha contra a pólio em Abbottabad, no Paquistão, foi usada pela CIA para tentar extrair o DNA de crianças que seriam familiares de Osama bin Laden, na tentativa de identificar o terrorista. A ação gerou críticas de um grupo de médicos e profissionais de saúde, entre eles os 13 reitores. Eles enviaram um pedido para que o governo não usasse mais esse tipo de tática. “Programas de saúde publica não devem ser usados para acobertar operações secretas”, disseram.

Na carta, Monaco diz que os EUA “apoiam enfaticamente” os esforços pela erradicação da pólio. Ela também disse que o diretor da CIA, John Brennan , se  comprometeu a “não fazer uso operacional de programas de vacinação”.

Paquistão

O Taleban costuma acusar os programas de vacinação de serem usados pelo Ocidente para atacar muçulmanos. Entre os boatos, dizem que a vacina tem carne de porco (o que é proibido pelo islã), causa Aids e torna as pessoas estéreis. O país é o único país no mundo que teve um aumento de casos de pólio em 2013.