08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

As cobiças e intrigas contra a Petrobras


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Um dos maiores símbolos da soberania brasileira, orgulho nacional, maior empresa de nossa Pátria, a Petrobras mais uma vez está no centro de um debate cínico em nosso país. Desde seu surgimento, a Petrobras sofre das cobiças e intrigas de elites internacionais e nacionais ao ponto de levar o seu idealizador, Getulio Vargas, ao ato extremo do suicídio que denunciou em sua carta testamento as aves de rapina que desejavam o fracasso de sua idealização.

Sessenta anos após a sua edificação, a mesma Petrobras que é líder em tecnologia em perfuração de grandes profundidades, que já prestou milhares de serviços ao povo brasileiro, que se consolidou como uma das maiores e mais respeitadas empresas do mundo é alvo dos que a sempre a combateram. Justamente o PSDB que tentou privatizá-la na fúria delirante do neoliberalismo vem a público com um cinismo intolerável se colocar como paladinos da Petrobras. Oras, o PSDB jamais compreendeu o papel da Petrobras na sociedade brasileira como também não nutre o menor apreço pelo sentido de Soberania Nacional fazendo apenas jogo de cena na pobre disputa política brasileira.

Isso não justifica os erros cometidos pelo PT com a Petrobras e com o patrimônio do povo brasileiro. A privatização do Campo de Libra, os desmandos, e a partilha política da mais pura promiscuidade política também contribuem para as cobiças e intrigas que visam atingir a Petrobras. Falta à política brasileira uma visão mais apurada do sentido de Soberania Nacional e de responsabilidade com o patrimônio brasileiro. Hoje precisamos reestatizar nossa Petrobras, livrá-la das aves de rapina e do jogo político do mais do mesmo.

As vozes udenistas mais uma vez tentam ludibriar a opinião pública na velha aliança de uma imprensa antipátria e antissoberania dessa mesma turma que há 50 anos deram o golpe de estado no governo Constitucional de João Goulart que compreendia o sentido amplo de soberania nacional. O que está em jogo hoje é a mesma ideia que sempre norteou a Petrobras, ou seja, a questão de nossa independência soberana, a nossa liderança numa das áreas econômicas mais combatidas do mundo. A Petrobras é do povo brasileiro e não pode ser objeto nefasto da promiscuidade e do debate ralo da política contemporânea. É preciso defender esse patrimônio! É necessário resgatar a Petrobras para o seu verdadeiro destino de desenvolvimento pátrio do povo brasileiro.

Henrique Matthiesen - Coordenador dos
movimentos do PDT no Estado de São Paulo