08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Um educador que parte


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Perda irreparável a do professor José Roberto Moraes dos Santos (em 15/05). Fui seu aluno de Educação Física, no Senac, na década de 60, e jamais me esquecerei, não havia quadra, fazíamos as aulas de Educação Física no pátio que era só de cascalho, pedras fininhas, e às 6h lá estávamos com disposição para iniciarmos o nosso dia, cantando o Hino Nacional, e ao final da atividade saudando o Brasil, com um grito forte e jovial. Prof. José Roberto era um patriota nato, formador de valores, principalmente nós jovens estudantes que ouvíamos atentamente suas lições de moral, família, patriotismo e orientações que dava para a vida.


Três fatos marcantes ocorreram nesse período: íamos de madrugada a pé, da rua Gerson França, passávamos na 7 de Setembro para pegar o Elizeu Caires, e descíamos até a Nações Unidas, com alegria e disposição. Ao chegarmos no Senac, nos deparamos com um indigente morto nos corredores que circundavam o prédio. Foi um auê tremendo. O prof. José Roberto nos deu uma lição de vida, mostrando a importância de ser um cidadão, ter uma família, acreditar em Deus para não acabar como aquele ser que havia perdido as esperanças no mundo.

Outro fato, as pedras fininhas do pátio onde jogávamos vôlei e fazíamos exercícios físicos machucavam, pois eram pontiagudas. O prof., decidido como era, não vacilou, falou: - A partir da próxima aula, cada aluno vai trazer um tijolo e nós vamos construir uma quadra toda cimentada aqui no Senac. Para quê! Foi uma febre, de madrugada, nós, juntamente com os colegas, tratávamos de levar um tijolo, e não é que em pouco tempo a quadra ficou pronta... E toda cimentada.

Enfim, só tenho boas lembranças do prof. José Roberto. Recentemente encontrei-o no supermercado e recordamos as boas lembranças que ele deixou a todos nós jovens da época, hoje. A toda família, esposa Cariene, filhas Káthia e Karen e os netos os nossos sentimentos.

Carlos Alberto Alves Neves