08 de julho de 2026
Geral

Professor representará Brasil na ONU

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

O resultado de uma parceria entre o Centro Paula Souza e o projeto JC na Escola será apresentado na IV Sessão da Plataforma Regional para Redução de Risco de Desastres das Américas, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU). O professor doutor Lourenço Magnoni Júnior, responsável por projeto experimental desenvolvido na Escola Técnica Estadual (Etec) Cabrália Paulista, será um dos 72 representantes da delegação brasileira no evento, que acontece entre os dias 27 e 29 de maio, na cidade de Guayaquil, Equador.

 

A comitiva do País foi formada pelo Palácio Itamaraty. “Só agora que eu me dei conta da responsabilidade e da alegria de fazer parte do grupo”.

 

Os sentimentos não são em vão, pois, nessa plenária, serão definidas as propostas e posições do continente americano para encontro que definirá as políticas para prevenção de grandes desastres no mundo. “São essas políticas públicas desenvolvidas pelos governos que vão nortear o futuro”.

 

O professor Lourenço Magnoni ressalta que a parceria com o JC na Escola foi fundamental para dar projeção ao Centro Integrado de Alerta de Desastres Naturais (Ciaden). Segundo o idealizador, a publicação de suplemento em outubro de 2011 possibilitou que pesquisadores de diversos países tivessem acesso ao projeto. O Ciaden já foi implantado em diversas regiões do País e utiliza aplicativos geográficos para coleta, análise e disseminação de dados. É capaz de emitir alertas de chuvas e vendavais, por exemplo, a partir de imagens captadas por satélites e outras tecnologias.

 

As ferramentas são viabilizadas por uma plataforma desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos, criada para minimizar os impactos negativos decorrentes de eventos climáticos.

 

“No Ciaden, também conseguimos fazer a avaliação do impacto das chuvas de acordo com a intensidade e a região. Uma mesma chuva pode não provocar nada em Pederneiras, mas pode inundar a avenida Nações Unidas de Bauru”.

 

Desenvolvimento

 

Magnoni aponta que a necessidade de mapeamento e prevenção de desastres não tem como único objetivo a preservação da vida humana. 

 

Ele aponta que catástrofes podem frear o desenvolvimento e crescimento econômico de muitos povos.

Além disso, o desenvolvimento tecnológico deve ser aliado para evitar estragos e prejuízos diante de mudanças climáticas. A região Sudeste, por exemplo, enfrentou, neste ano, período de estiagem durante meses, normalmente, caracterizados pelas chuvas. “A partir desse cenário, é preciso buscar alternativas para a produção agrícola que ainda não está adaptada a essas condições de tempo”, exemplifica.