08 de julho de 2026
Nacional

Copa e eleição evitam demissões e adiam para 2015 piora do emprego

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O emprego ficou estagnado no primeiro quadrimestre e o cenário que se avizinha é turvo. As contratações só não vão cair neste ano por causa de vagas temporárias de Copa e eleições. Os eventos vão evitar demissões e adiar, assim, uma subida da taxa de desemprego para 2015.

O número de trabalhadores nas seis maiores regiões metropolitanas deve crescer 0,7% e repetir de 2013, segundo cenário feito pela consultoria LCA. A taxa de desemprego ainda cairá –para 5%–, mas por causa da saída de pessoas da força de trabalho.

"Vivemos uma situação parecida com a dos EUA após a crise de 2009, guardadas as proporções. Quem está perto de se aposentar, sai.

Os jovens, com pouca experiência, não encontram trabalho e vão estudar mais", diz Sérgio Vale da MB Associados.

A consultoria espera uma taxa de desemprego de 5,3% em 2015. A LCA estima 5,4%.

Renda

Fábio Romão, da LCA, diz que salários ainda em alta e ganhos de anos anteriores (turbinados pela alta do salário mínimo e programas sociais) sustentam o baixo desemprego.

A renda é uma peça-chave. Em alta, faz com que pessoas optem por ficar em casa em vez de aceitar empregos com baixos salários ou em vagas menos interessantes.

Quando a renda começar a cair, mais pessoas tenderão a procurar trabalho, pressionando o mercado num momento de fraca geração de vagas.

Já há, porém, uma clara desaceleração do rendimento, que tende, diz Romão, a se intensificar com a inflação.