11 de julho de 2026
Nacional

Policiais protestam em Copacabana por melhores condições de trabalho


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Um grupo de 200 pessoas, formado por policiais e seus familiares, protestou no início da tarde deste domingo (25) contra as mortes registradas no Rio dos profissionais da área de segurança pública. 

 

O ato, organizado pela cabo da Polícia Militar Flávia Louzada, homenageou policiais civis e militares mortos no Estado. “Não merecíamos, mas morremos assassinados”, dizia uma faixa trazida pelos manifestantes.  “A nossa intenção é conscientizar a sociedade de que somos vítimas da mesma violência que estamos combatendo”, disse Flávia. 

 

Durante a manhã de ontem, os integrantes da marcha, a maioria familiares de policiais mortos, distribuíram folhetos na altura do Posto 6. 

 

Já no início da tarde de ontem, o grupo percorreu cerca de quatro quilômetros da pista junto à orla, que fica interditada nos fins de semana para ser utilizada como área de lazer. 

 

Com o apoio de um carro de som, alguns policiais e familiares falaram ao público sobre as mortes e as consequências psicológicas geradas por esses episódios. 

 

Cíntia Nascimento, 29 anos, emocionou-se ao relatar a morte do cônjuge, o cabo do Batalhão de Choque, Leandro de Lima, morto em abril de 2013.  “Meu marido foi me buscar no curso preparatório para a polícia que eu estava fazendo. Ele havia comprado uma moto e queria me fazer uma surpresa. Quando desci, vi ele sendo abordado por dois homens e um terceiro estava dando apoio em um carro. Quando viram que ele era policial, o levaram. No carro, o mataram. Depois disso, não quero ser polícia”, disse.

 

REIVINDICAÇÕES 

 

Durante o ato, também foram feitas reivindicações para aumento salarial e melhorais nas condições de trabalho. 

 

O policial reformado Alessander de Oliveira Santos, 34 anos, perdeu as duas pernas após ser atacado com uma granada na UPP Fallet-Fogueteiro, em 2011. 

 

Ele afirma que tem dificuldades de fazer fisioterapia, pois a corporação só dispõe de um hospital especializado na área, distante do município onde mora.  Mas afirma que mesmo após o ataque, ainda quer voltar a trabalhar na PM.