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Éder Azevedo |
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Saturada, ginásio Panela de Pressão, na Vila Pacífico, é sede da Semel e ‘casa’ do basquete e do vôlei |
A intenção da prefeitura de Bauru de ter um grande ginásio poliesportivo começa finalmente a ganhar contornos mais firmes. A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) conseguiu dois importantes parceiros nesta semana para desenvolver o projeto executivo da obra, ou seja, não apenas o projeto arquitetônico, mas toda a parte estrutural que envolverá a futura arena.
A Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag) e a Paschoalotto Serviços Financeiros entrarão como parceiras na execução do projeto executivo, com prazo de três meses para elaboração. Com isso, a prefeitura de Bauru poderá pleitear verba pública, seja no Governo do Estado de São Paulo ou no Governo Federal (especialmente através do Ministério do Esporte).
Atualmente, o maior ginásio em Bauru é a Panela de Pressão, com capacidade para pouco mais de 2 mil pessoas, que pertence ao Esporte Clube Noroeste e está locado à municipalidade até 2016 como forma de abatimento de dívidas fiscais de gestões anteriores do Alvirrubro. O acordo foi firmado em 2011 e envolvia a reforma do espaço, concluída em março de 2012. Após a reinauguração da Panela, o basquete (Paschoalotto/Bauru) e o vôlei (Preve/Concilig) foram os times que mais utilizaram o local, que recebeu também competições de diversas modalidades, como artes marciais mistas (MMA), judô, caratê, jiu jitsu, tênis de mesa, entre outros.
O secretário municipal de esportes, Roger Barude Camargo, destaca que o Ginásio Panela de Pressão cumpre seu papel, porém já está saturado diante do número de eventos esportivos na cidade. “Temos o basquete e o vôlei que jogam e treinam lá, e uma série de outros eventos que ocorrem com frequência. O nosso grande entrave para buscar verba federal para um ginásio era o projeto, e agora conseguimos a solução, através dessa parceria com a Paschoalotto e a Assenag, que farão o projeto em três meses, pronto para enviarmos à Brasília e pleitearmos verba”, destaca Barude. A intenção da Semel é enviar a documentação para Brasília em meados de setembro, uma vez que o custo para se construir o ginásio seria entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, com a abertura da licitação ainda neste ano. Neste caso, trabalharia-se com um prazo de entrega da nova arena para meados de 2016.
Capacidade
O projeto que será desenvolvido contempla um ginásio de 5 mil lugares, suficiente para abrigar, por exemplo, uma partida final do Novo Basquete Brasil (NBB), da Superliga de Voleibol ou da Liga Nacional de Futsal, além de receber jogos das seleções brasileiras dessas modalidades.
O gestor do Paschoalotto/Bauru, Vitor Jacob, explica que a equipe pretende utilizar o novo local, quando pronto, de maneira definitiva – sem alternar jogos entre a Panela e o ginásio novo. “A intenção é mudar de vez. Hoje há uma demanda grande em vários jogos, a Panela ficou pequena. Lá (Panela) poderá ficar para os treinos e jogos da base. Para se ter uma ideia, estamos com dificuldade de horário para a base treinar”, revela o dirigente.
A quadra atenderia a dimensão de todas as modalidades ‘indoor’ (basquete, vôlei, futsal e handebol), e além de arquibancada para 5 mil lugares, haveria espaço para apresentações musicais. “Queremos que o ginásio seja uma arena multiuso. Quando não estiver sendo usada para jogos e treinos, poderá ser locada para outros eventos, como shows, por exemplo. Isso inclusive reforçaria o caixa do Fundo Municipal de Desenvolvimento Esportivo e beneficiaria todas as modalidades de Bauru”, argumenta o secretário Roger Barude.
Local
Se até agora a Avenida Nações Unidas Norte era tida como opção principal para receber o futuro ginásio, o local passou a ser ‘Plano B’. A prioridade agora seria uma área municipal nas imediações da Rodovia Bauru-Ipaussu. “É por uma questão de espaço. A área é maior do que a da Nações Norte e isso favorece em vários aspectos, como estacionamento, que é um item importante, e acesso, pois está perto de duas rodovias (Bauru-Ipaussu e Marechal Rondon), além de várias entradas da cidade”, menciona Barude.
Paliativo
Enquanto o novo ginásio não vem, a Panela de Pressão vai sendo ajustada para atender a demanda crescente das equipes. O basquete treina com o time principal, o sub-17 e o sub-19, o vôlei do Preve/Concilig também usa o mesmo espaço. A diretoria do Paschoalotto/Bauru tenta locar uma quadra bem em frente, onde seria colocado o piso que está prestes a chegar ao time, graças a uma parceria da Liga Nacional de Basquete (LNB) com o Ministério do Esporte, que contemplou todas as agremiações com um placar eletrônico novo (que já está na Panela) e um piso flutuante.
Se conseguir locar as duas quadras em frente ao Ginásio Panela de Pressão, o Bauru Basket instalaria o piso e deslocaria parte dos treinos das categorias de base para lá, aliviando a pressão de horário na Panela.