08 de julho de 2026
Internacional

Papa Francisco termina viagem ao Oriente


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Ronen Zvulun/Reuters

No último dia, Francisco foi rezar no Muro das Lamentações

O papa Francisco navegou pelas águas turbulentas do conflito entre israelenses e palestinos e humildemente se curvou para beijar a mão de sobreviventes do Holocausto nesta segunda-feira (26), o último dia de uma viagem ao Oriente Médio marcada por ousados gestos pessoais. 

 

“Nunca mais, Deus. Nunca mais!”, ele disse no Salão das Lembranças do Museu de Yad Vashem, que serve como homenagem aos judeus mortos pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. 

 

O dia começou no Domo da Rocha entrou no templo de Jerusalém de onde o profeta Maomé subiu para o céu. Depois, Francisco foi rezar no Muro das Lamentações, um dos santuários mais reverenciados pelos judeus.

 

Abuso sexual

 

O papa Francisco comparou o abuso sexual de crianças por padres a uma “missa satânica” e disse que terá tolerância zero para qualquer um na Igreja Católica que cometeu abuso infantil, incluindo bispos.Ele também anunciou que terá o seu primeiro encontro com um grupo de vítimas de abuso no Vaticano no início do próximo mês.

 

Questionado se irá se posicionar contra os bispos que foram acusados de abuso sexual, ele disse que não haverá privilégios, acrescentando que três bispos estavam atualmente sob investigação.

 

“O abuso sexual é um crime tão feio... porque um padre que faz isso trai o corpo do Senhor. É como uma missa satânica”, disse o pontífice usando linguagem mais dura sobre uma crise que abalou a Igreja durante mais de uma década.

 

“Temos que ir em frente com a tolerância zero”, disse.

 

Ele afirmou que fará uma reunião com cerca de oito vítimas de abuso sexual no Vaticano no início do mês que vem. O encontro deve ter a presença do cardeal Sean Patrick O’Malley, de Boston, que é chefe de uma comissão criada para estudar formas de lidar com a crise.

 

Francisco, que falou a jornalistas por quase uma hora, disse que as vítimas, várias da Europa, participarão da missa da manhã e, em seguida, haverá o encontro com o pontífice.

 

Será a primeira vez que Francisco receberá vítimas de abuso sexual desde que foi eleito papa, em março de 2013.