O Egito estendeu para até a quarta-feira (28) as eleições para seu próximo presidente. Os resultados devem ser anunciados em 5 de junho, com um resultado há meses antecipado: a escolha do ex-militar Abdel Fattah al-Sisi.
Ao contrário de pleitos anteriores no país, em que foram vistos conflitos com mortos e feridos, as eleições presidenciais iniciadas na segunda-feira (26) têm sido encaminhadas sem a violência generalizada que era temida.
Houve, porém, uma série de denúncias de irregularidades, além de pequenas manifestações de islamitas contrários ao pleito. Bombas foram encontradas e desarmadas, sem causarem dano. Foram vistas, também, bombas falsas instaladas no país para assustar os eleitores.
Não havia, até a tarde desta terça-feira (27), informações oficiais a respeito da participação nas eleições. Mas era esperada uma baixa participação, a julgar pelas filas curtas para a votação. Um comitê eleitoral anunciou que, na segunda-feira, só 20% tinham votado em Alexandria.
Já prevendo o baixo número de eleitores, o governo do Egito havia decretado que esta terça-feira (27) seria um feriado. O aumento do prazo para o voto teve o mesmo objetivo.
Com a provável eleição de Sisi, o Egito porá fim a sua breve experiência de uma Presidência em mãos de um civil. Apesar de ter deixado o cargo de chefe militar, Sisi ainda é visto como um representante do Exército no país.
O Egito havia destronado, em fevereiro de 2011, o então ditador Hosni Mubarak, após décadas de regime. O islamita Mohammed Mursi foi eleito em 2012 para, um ano depois, ser deposto pelo Exército após as manifestações populares contra seu governo.