O governo federal já conseguiu compensar as emissões de carbono geradas diretamente com a Copa, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA).
No mês passado, o órgão lançou uma chamada pública às empresas brasileiras para doarem créditos de carbono para a compensação das emissões geradas pela Copa. Há uma estimativa de que as emissões diretas sejam de 59,2 mil toneladas, mas já foram compensadas 115 mil toneladas com as doações de quatro empresas.
Os dados foram divulgados pela ministra Izabella Teixeira durante coletiva realizada na manhã desta terça-feira (27) para anunciar as ações de sustentabilidade para a Copa, que acontece entre os dias 12 de junho e 13 de julho.
A redução da emissão do gás carbônico (CO²) por meio de créditos de carbono é negociada internacionalmente, como incentivo à diminuição do efeito estufa (aumento da temperatura mundial).
O edital do governo federal continua aberto a doações de créditos de carbono, porque o governo quer tentar compensar as emissões diretas e indiretas, cuja estimativa é que totalizem 1,4 milhão de toneladas de carbono.
A metodologia do MMA considerou como emissões diretas aquelas relacionadas, por exemplo, à construção dos estádios, transporte aos estádios e hospedagem. As indiretas, porém, representam a maior parte por incluírem o transporte aéreo, cujas emissões de carbono são altas.
"Vamos fazer um esforço até dezembro de 2014 para buscar o maior número de parceiros para mitigação das emissões", afirmou a ministra. Segundo ela, a metodologia adotada para a estimativa das emissões teve o aval da ONU.
Outras ações também foram apresentadas: gestão de resíduos e reciclagem (crédito para organizar coleta seletiva), certificação e gestão sustentável das arenas (dos 12 estádios, dois já obtiveram selo reconhecido internacionalmente), campanha Brasil Orgânico e Sustentável (oferta de alimentos orgânicos da agricultura familiar) e a campanha Passaporte Verde (plataforma de comunicação estimulando viagens pelo país).