09 de julho de 2026
Geral

Mais fumantes tentam deixar vício

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

No dia 31 deste mês comemora-se o Dia Mundial Sem Tabaco. Em meio ao tema, uma boa notícia. Para especialistas, a disponibilidade maior de informações e a própria legislação que proíbe fumar em ambientes fechados levaram mais tabagistas a procurarem ajuda para deixar o vício.

Entre os meses de janeiro e março de 2013, o AME de Bauru realizou 146 testes da função pulmonar. No mesmo período deste ano, 239 pacientes encaminhados pelo município também fizeram o teste, um aumento de 65%.

Para a médica Deborah Maciel Cavalcanti Rosa, diretora clínica do AME e pneumologista, desde que a lei estadual 13.541, mais conhecida como Lei Antifumo, entrou em vigor, em 2009, dobrou o número de fumantes que procuram por tratamento.

“Na verdade, tem mais informação e, com essa lei, eles ficaram discriminados. As pessoas já entenderam que aquilo não é bom”, opinou a pneumologista.

Ex-fumante, Fausto Augusto de Oliveira trabalhou por anos como maquinista viajando pelo Interior. Nessa rotina, ele define bem a relação que teve com o tabaco: “O cigarro é um amigo traiçoeiro”. Há 20 anos sem fumar, o paciente se trata da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e afirma que, medicado e longe da química da fumaça, consegue viver bem melhor.


Resistência

A médica homeopata Sandra Mara de Oliveira Lima, coordenadora do curso “Como deixar de fumar”, realizado há 22 anos pela Igreja Adventista do 7º dia, salienta que, nos últimos dois anos, o tratamento ficou “mais difícil” por conta dos cigarros serem mais “nocivos”.

“Até dois anos atrás, nós só trabalhávamos no incentivo, na motivação, e as pessoas paravam de fumar em grande quantidade. Agora, também estamos usando adesivos, e, mesmo assim, tirando essa dependência química, as pessoas estão reclamando muito das dificuldades”, disse Sandra.


Doença pulmonar

Nesta segunda-feira, o AME realizou uma busca ativa em tabagistas para tentar identificar o DPOC. A patologia também é conhecida popularmente como enfisema pulmonar e está entre os problemas mais comuns relacionados ao tabaco. Os primeiros sintomas são discreta falta de ar associada a esforços. Com o passar do tempo, essa fadiga fica ainda mais intensa.

A DPOC é a quarta principal causa de morte no mundo e 99% dos casos estão relacionados com a inalação de fumaça, seja ela proveniente do cigarro, charuto, cachimbo, incêndios e olarias, por exemplo.

Quem quiser saber mais sobre o curso “Como deixar de fumar” na Igreja Adventista do 7º dia, pode ligar no (14) 3019-9423 ou 3321-5100. Já o AME de Bauru está localizado na rua Rubens Arruda, quadra 7, no Centro.


Ajuda

A pneumologista Deborah Maciel Cavalcanti Rosa destaca que a orientação profissional também é muito importante para a conscientização do paciente. “Quando há orientação dos médicos, pelo menos 80% dos pacientes decidem procurar tratamento. O índice de sucesso para esses pacientes deixaram de fumar é de 40%. Tem que estar decidido. Marcar uma data para parar. Tem que ser abrupto”, frisou a médica. O tratamento tem três meses de duração.