08 de julho de 2026
Nacional

Professores em greve entram em confronto com PMs no Rio

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Um protesto de professores das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro terminou em confronto entre manifestantes de policiais militares ontem. Uma professora foi detida e ao menos quatro pessoas ficaram feridas. As duas categorias estão em greve desde 12 de maio.

O protesto começou na frente da prefeitura, onde teve início a confusão com os policiais que acompanharam o ato e chegaram a usar bombas de efeito moral. O ato, porém, continuou e seguiu em passeata até a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).

Durante a passeata, o Batalhão de Choque tentou impedir a interdição da avenida Presidente Vargas, o que provocou outro confronto. A via ficou fechada por cerca de 20 minutos e os policiais usaram cassetetes contra os professores que tentaram interromper o tráfego.

Já na Secretaria de Educação houve um outro confronto após alguns professores tentarem colar adesivos alusivos à greve nas paredes do prédio. Os policiais impediram a ação, o que levou a um novo confronto. Na confusão, uma professora que participava do ato foi detida e conduzida no camburão para a delegacia da região de São Cristóvão.

A maior parte dos manifestantes dispersou após o novo confronto, mas uma parte ainda seguiu em passeata até a delegacia para onde foi levada a professora. Manifestantes disseram que a polícia alegou desobediência no momento em que a deteve. A PM, porém, ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

Segundo a coordenadora-geral do Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ), Marta Moraes, a agressão da PM foi gratuita e demonstra “despreparo para lidar com os movimentos sociais”.

Segundo a Polícia Militar, o ato reuniu em torno de 400 pessoas, mas os organizadores do ato apontam que esse chegou a 3 mil.