O prefeito Fernando Haddad (PT) vetou proposta que estipulava o fim do rodízio na Capital paulista, conforme publicado onte,m no “Diário Oficial” da cidade de São Paulo.
O projeto, de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB), havia sido aprovado em menos de 1 minuto em votação simbólica realizada na última quarta-feira (28). Nesse tipo de votação, os vereadores votam rapidamente projetos em que há acordo para aprovação e também os considerados menos importantes, como nome de ruas.
Na justificativa para o veto, Haddad afirma que o rodízio “tem se mostrado relevante para a redução do trânsito na Cidade de São Paulo”. “Dessa forma, qualquer modificação em seu escopo ou a própria revogação da lei que autorizou sua criação, como ora proposto, devem necessariamente estar respaldadas por estudos técnicos e associadas a outras políticas públicas”, afirma.
Para Haddad, a extinção do rodízio precisaria ser precedida “de amplo debate com a sociedade”.
Na quarta-feira, até o autor da proposta ficou surpreso com a aprovação. “Eu acho que eles estavam distraídos”, disse Amadeu. Ele afirmou que, como as pessoas passaram a ter vários carros, o rodízio não cumpre mais a sua função.
A confusão fez com que os vereadores mudassem o estilo de votação da Câmara. Responsabilizado por alguns vereadores por colocar o assunto em pauta para votação simbólica (sem discussão), o presidente da Casa, José Américo (PT), deu coletiva afirmando que os colegas haviam recebido os projetos com antecedência.