08 de julho de 2026
Geral

Funcionários da Sucen de Bauru aderem à greve

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 20 funcionários da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) protestaram em frente ao prédio do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), em Bauru, na manhã desta segunda-feira (2). Ao todo, 50% do efetivo está parado, fato de deve prejudicar o trabalho feito diretamente nos bairros do munícipio no combate e prevenção da Dengue.

Malavolta Jr.

50% do efetivo em Bauru paralisou as atividades hoje; trabalho de combate e prevenção da dengue no município será prejudicado

“Vai interferir no sentido de atrasar as ações feitas no combate à doença, como a nebulização e acompanhamento de trabalho de campo prestados por esses profissionais, bem como o repasse de inseticida”, explicou o delegado sindical de base da Sucen, Pedro Dourado de Carvalho.

Os funcionários reivindicam reajuste real de salários de forma linear, reposição das perdas salariais, aumento no valor de vale alimentação e transparência no critério do prêmio de incentivo aos funcionários da saúde do Estado de São Paulo.

As reivindicações, segundo a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sindsaúde), Mariuze Inêz Pereira Miranda, segue como forma de mobilizar os governantes perante à causa.

“É um movimento que estamos fazendo no Estado como um todo para forçar que as negociações caminhem. Até o momento, contudo, não há nenhuma novidade e pretendemos prosseguir com a greve”, disse.

Unidades da Sucen na região como em Marília e Lins também aderiram à greve. Jaú, que já registou sete mortes por dengue e cerca de 3 mil infectados , está com 100% do efetivo parado.

Assembleia

Está marcada uma assembleia geral em São Paulo para a próxima quinta-feira. Na reunião, haverá uma discussão em torno das reivindicações e a possibilidade de negociação com o sindicado.

“Antes, vai ter um conselho dos representantes para decidir a assembleia geral. Esperamos a presença de algum representante da Secretária de Saúde, mas ainda não está nada definido”, explicou a diretora regional do Sindsaúde, Maziuze Miranda.