09 de julho de 2026
Nacional

Cresce para 62,6 mi o número de pessoas fora do mercado de trabalho

Por Pedro Soares | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O mercado de trabalho, em nível nacional, mostra uma migração forte de pessoas para a inatividade, o que sustenta a queda da taxa de desemprego em baixos patamares.

O contingente de pessoas que deixou o mercado de trabalho no intervalo de um ano (do primeiro trimestre de 2013 para o mesmo período de 2014) cresceu 1,6%. Chegou a 62,6 milhões de pessoas, contra 61,7 milhões de março a janeiro de 2013.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não detalha as causas da saída de pessoas da força de trabalho, mas traça seu perfil. São jovens, idosos e mulheres, em sua maioria.

Esse retrato, dizem especialistas, indica que são pessoas que não chefiam o lar ou tem uma renda (mais no caso dos idosos) acumulada ou de benefícios sociais que os permite buscar um emprego em tempos mais favoráveis e de maior dinamismo da economia.

O instituto divulgou ontem que a taxa de desemprego ficou em 7,1% no primeiro trimestre deste ano, acima dos 6,2% dos últimos três meses de 2013. Divulgados ontem, os dados são da Pnad Contínua, primeira pesquisa do IBGE sobre mercado de trabalho em todo o País.

O crescimento dos inativos, segundo o IBGE, é significativo. Para Cimar Azeredo Pereira, coordenador de Emprego e Rendimento do IBGE, muitos jovens estão se qualificando para voltarem ao mercado de trabalho.

Não por acaso as faixas de mais elevada taxa de desemprego são jovens (22% para 14 a 17 anos e 15,7% para 18 a 24 anos no primeiro trimestre de 2014) e pessoas que ainda estão na escola (12,7% para ensino médio incompleto).