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Quioshi Goto |
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O apicultor usou uma caixa especial para retirar o enxame do semáforo |
Cirço Domes de Araújo, 52 anos, é um apicultor por paixão em Bauru. O amor que ele tem pelas abelhas foi a única motivação pelo serviço prestado na tarde desta quinta-feira (5) no Centro da Cidade. Cirço retirou, com auxílio do Corpo de Bombeiros, um enxame de abelhas africanizadas – resultantes do cruzamento da espécie europeia com a africana – de um semáforo na esquina da rua 1º de Agosto com a 13 de maio.
O trânsito no local foi impedido pelos bombeiros por motivos de segurança. O apicultor explicou, em entrevista ao JCNet, que uma única ferroada desse tipo de abelha é o suficiente para matar uma pessoa alérgica ao veneno dentro de duas horas. Quem não tem alergia também corre risco de morte se levar várias ferroadas.
Segundo Cirço, os enxames das abelhas africanizadas são compostos por cerca de 32 a 35 mil abelhas e que elas se proliferam na cidade por falta de espaço. “Tudo indica que o ser humano acaba com o habitat delas”. Ele usou uma caixa especial para retirar o enxame do semáforo. O apicultor disse que atrai algumas das abelhas com uma erva especial. Outras seguem instintivamente e Cirço vai empurrando com a mão.
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Quioshi Goto |
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O trânsito no local foi impedido por motivos de segurança pelos bombeiros, que atenderam a ocorrência junto com o apicultor |
Há 12 anos ele presta seu serviço em Bauru muitas vezes em troca de nada além do simples prazer de cuidar dos insetos. O sustento de Cirço vem de algumas ocasiões quando é remunerado, por exemplo em condomínios. “A prefeitura podia ter esse tipo de profissional, estou desempregado”, criticou.
Ele contou que apreendeu a ser apicultor ainda quando era criança e que as abelhas são muitas vezes injustamente mal vistas. “Tem que salvar, não matar”, ressalta. Ele explica que a abelha é crucial para a nossa sobrevivência, já que ela é um dos principais insetos que fazem a polinização das plantas. Isso permite que elas se reproduzam, consequentemente oferecendo frutos que o ser humano possa colher para comer.
“Amo fazer essa profissão, porque dou vida às abelhas e elas me dão alimento”. Cirço chegou até mesmo a beijar as abelhas do enxame que estava no semáforo na tarde desta quinta-feira (5). Ele levou algumas picadas, mas disse que não sente mais dor devido a tanto tempo convivendo com os insetos.
Confira a reportagem completa na edição impressa do JC desta sexta-feira (6).
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