09 de julho de 2026
Nacional

Sem acordo, greve de metroviários continua nesta sexta em SP

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

Às 8h30, foram abertas 26 das 61 estações das linhas operadas pela estatal do metrô

Pelo segundo dia seguido, a cidade de São Paulo amanheceu com estações de metrô fechadas e trânsito parado desde as primeiras horas da manhã.

Às 8h30, foram abertas 26 das 61 estações das linhas operadas pela estatal do metrô.

A cidade de São Paulo bateu recorde de congestionamento em 2014 por volta de 10h. Hoje, a capital recebe Brasil e Sérvia às 16h.

A linha 1-azul funciona entre as estações Ana Rosa e Luz. A linha 2-verde opera entre Ana Rosa e Clínicas. A linha 3-vermelha funciona no trecho entre as estações Bresser-Mooca e Santa Cecília.

As linhas 4-amarela, que é privatizada, e 5-lilás, funcionam normalmente desde cedo.

Os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia realizada na noite de ontem (5), manter a paralisação nesta sexta-feira. A categoria participou de uma nova audiência com o Metrô durante a tarde, mas não chegou a um acordo.

Na reunião, os metroviários sugeriram reajuste de 12,2% - antes era 16,5% -, mas os representantes do Metrô afirmaram que não existe possibilidade financeira de conceder reajuste maior que 8,7%. O presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, lembrou que o aumento nos benefícios resultarão em aumentos de 10,6% a 13,3%.

Também na audiência, os metroviários votaram se trabalhariam nesta sexta-feira contanto que fossem liberadas as catracas. Nessa hipótese, a categoria aceitava ter os salários descontados pelo dia. A medida, porém, só seria tomada caso o Metrô aceite a possibilidade.

Ao longo da tarde, responsáveis pelo Metrô rejeitaram a ideia e disseram que também não haveria chance de ser aceita no futuro.

Ao todo, 24 das 61 estações administradas pelo governo estadual permaneceram fechadas durante a quinta-feira.

Segundo o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, 3,9 milhões de passageiros foram afetados diretamente pela greve ontem.

Com a paralisação, o sindicato que representa a categoria corre risco de pagar R$ 100 mil à Justiça, a qual determinou que 70% dos trens do metrô estejam em circulação nos horários normais e 100% nos horários de pico - 6h às 9h e das 16h às 19h.

O piso salarial dos metroviários é de R$ 1.323,55. A data-base é de 1º de maio

Ontem (4) ocorreu uma reunião de conciliação entre representantes do Metrô e do sindicato, que terminou sem acordo. A empresa elevou a proposta de reajuste para 8,7%, que foi rejeitada pelo sindicato. Os dirigentes sindicalistas disseram que não aceitam proposta inferior a 10% de reajuste.

Reuters

Ontem (4) usuários protestaram andando pelos trilhos do metrô