07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

UMA VITÓRIA BEM SOFRIDA
O Morumbi esteve lotado no amistoso de ontem à tarde, e o público presente penou com a Seleção Brasileira, que por sua vez levou sufoco para vencer a Sérvia, não conseguindo penetrar na área dos europeus do leste. Se o termômetro Neymar não joga bem, a equipe de Felipão não anda. Não querendo justificar a sofrida vitória, o gramado ?contribuiu? para o Brasil ter uma fraca atuação. O campo do estádio são-paulino, que já estava judiado pelo excesso de shows, piorou ainda mais, ficou pesado e escorregadio por conta da chuva que castigou a capital paulista. E quem é ligado em futebol sabe que em campo pesado o prejuízo maior é do time mais técnico. A Sérvia joga duro, faz uma marcação implacável e controla bem o jogo, mas não tem o toque de bola do Brasil. Eu tinha a certeza de que a ex-Iugoslávia ia endurecer para a nossa Seleção, e isso foi uma mostra das dificuldades que vamos encontrar na abertura da Copa do Mundo, quinta-feira próxima no Itaquerão. A Croácia joga um futebol praticamente igual ao da Sérvia. Continuo acreditando no hexa, mas não vai ser fácil.

ALEGRIA
Mesmo com chuva, trânsito caótico, greve do metrô e anticopeiros, o Morumbi recebeu 65 mil pessoas (mais de 64 mil pagantes) no amistoso de ontem. Apesar de tudo, futebol é a alegria do povo. Por sinal, a exposição "Alegria do Povo ? Futebol e Samba" vem fazendo sucesso. Parabéns, Sonia Gabriele, organizadora do evento que vai até o dia 30 do corrente, no espaço Reserva de Arte.

BAIXA
Mais um supercraque está fora do Mundial. O técnico Didier Deschamps, da seleção francesa, perdeu o seu principal jogador com a dispensa do meia-atacante Ribéry, por causa de fortes dores nas costas. Os franceses deixam amanhã a concentração em Clairefontaine e desembarcam segunda-feira em Guarulhos, de onde seguem para Ribeirão Preto. A estreia da França será no dia 15, contra Honduras, no Beira-Rio.

PADRÃO FIFA
A seleção da Holanda desembarcou na manhã de ontem no Galeão, como manda o figurino. Para evitar o assedio da imprensa, os holandeses saíram diretamente da pista de pouso para o ônibus que levou a delegação ao hotel, o Caesar Park, em Ipanema, Zona Sul do Rio. O desembarque discreto é padrão Fifa para todas as delegações no Brasil. A entidade permite apenas que convidados acompanhem as chegadas, alegando falta de espaço e questões de segurança.

GRANDE AZZURRA
Brasil, Alemanha e Argentina são grandes forças, mas a Itália não pode deixar de ser considerada favorita. Para início de conversa, ganhou quatro Mundiais e costuma comer pelas beiradas. Acho a Azzurra mais forte e perigosa do que a Espanha. A seleção italiana desembarcou ontem no Rio de Janeiro. Foi a sexta seleção a pisar em solo brasileiro para a Copa do Mundo.

SINISTRO
Todos os empregados do serviço funerário municipal de Itu ficarão de plantão na Copa, caso alguma fatalidade aconteça com as seleções da Rússia ou Japão, que ficarão hospedadas na terra do exagero. A ideia partiu de um vereador ituano, que apresentou um plano para trasladar o corpo de um estrangeiro que possa morrer durante a festa máxima do futebol. O esquema é manter contato permanente com o consulado, que avisaria a família do falecido. Credo! Os japoneses chegam hoje, e os russos amanhã. As duas seleções escolheram Itu principalmente pela proximidade do Aeroporto de Viracopos, em Campinas. A cidade onde tudo é grande tem um ótimo clima, vários hotéis fazendas e fica a 70 km de São Paulo. Na estreia o Japão enfrenta a Costa do Marfim no Recife, e a Rússia encara a Coreia do Sul em Cuiabá.

CHEGA
Cabral, do Vélez Sarsfield, foi oferecido ao Palmeiras, mas acho quase impossível a chegada do volante argentino, porque o Alviverde está virando uma autêntica legião estrangeira, já que conta com Valdivia, Mendieta, Eguren e Victorino. Chega de gringo - parece equipe do NBB. Só que não está afastada a possibilidade de o Alviverde ter um quinteto de estrangeiros, se Tobio ou Lucas Pratto for contratado.

DUREZA
No sufoco, o Brasil passou pelo o Irã num jogo de cinco sets, graças a atuação de Leandro Vissotto nos momentos decisivos. Brasileiros e iranianos voltam a se enfrentar no Ibirapuera, às 10h de hoje, pela Liga Mundial. O nosso vôlei masculino não vive um bom momento, já que conseguiu só duas vitórias em cinco jogos. E ontem precisou ir ao tie-break para vencer um adversário sem tradição no popular esporte.

MEMÓRIA
Copa do Mundo da França/1998: Brasil 1 x 1 Holanda, em Marseille. Ronaldo abriu a contagem e Kluivert empatou. Nos pênaltis, os brasileiros venceram por 4 a 2. Árbitro: Ali Bujsaim (Emirados). Público: 54.200. Brasil: Taffarel; Zé Carlos, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Leonardo (Émerson) e Rivaldo; Ronaldo e Bebeto (Denílson). Técnico: Zagallo. Holanda: Van der Sar; Reiziger (Winter), Stam, Frank de Boer e Cocu; Ronald de Boer, Davids, Jonk (Seedorf) e Zenden (Van Hooijdonk); Bergkamp e Kluivert. Técnico: Guus Hiddink.

AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço João Fumaça, Ari Guerreiro, Titico, Matilde, Inês, Bubu, toda família Silveira e galera geral da Vila Santa Luzia.