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Quando falamos em cardiopatia congênita, é difícil associar o seu significado real. Patologia ainda em fase de descobertas, ela acomete ao menos uma criança por semana em Bauru, segundo dados da Associação de Assistência à Criança Cardiopata-Pequenos Corações. Nos últimos dois anos, 176 casos foram atendidos pela entidade na cidadee e, para alertar a população, a associação realiza evento hoje, no Calçadão da Batista de Carvalho (leia mais abaixo).
A cardiopatia congênita é uma anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas oito primeiras semanas de gestação, ou seja, durante o período de formação do coração do feto.
A patologia pode acarretar uma série de doenças e acomete um em cada 100 bebês. Os problemas mais comuns são: defeitos nas válvulas cardíacas, inversões das veias e artérias, hipodesenvolvimento de uma das câmaras cardíacas, entre outros.
Quem explica é a coordenadora do núcleo Bauru da associação “Pequenos Corações”, Patrícia Neves Andrade, 34 anos. Ela é mãe do pequeno Pedro Andrade Pereira, de pouco mais de 2 anos, cuja cardiopatia congênita na aorta foi descoberta aos dois meses de idade.
“A gestação do Pedro foi muito tranquila. Fiquei mais de seis anos tentando engravidar novamente, porque já tinha dois filhos. Comecei a desconfiar que ele tinha algum problema com dois meses, porque ele ficava roxo quando chorava”.
Diagnóstico
A pediatra de Pedro escutou um sopro em seu coração e o encaminhou para um cardiologista. O especialista avaliou o caso como grave, porém, Patrícia voltou sem diagnóstico preciso à pediatra.
“Ela me deu o telefone de uma mãe cujo bebê estava recebendo tratamento em São Paulo. E essa mãe me passou o contato da Márcia Adriana, a presidente da ‘Pequenos Corações’. Liguei e ela conseguiu uma consulta para mim no dia seguinte. Meu filho saiu de lá direto para a UTI”.
A trajetória de Pedro foi uma verdadeira batalha: sofreu diversas paradas cardiorrespiratórias, passou por duas cirurgias e faltou oxigenação no cérebro. “Acredito que se o diagnóstico dele tivesse sido dado com antecedência, talvez seria diferente. Hoje, Bauru possui lei municipal que prevê a realização do teste do coraçãozinho gratuitamente, quando o bebê nasce”, completou Patrícia.
Evento hoje
12 de junho é o Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita. Porém, como cai exatamente na estreia da Copa do Mundo, decidiu-se mudar a data do evento de conscientização para hoje.
Membros da Associação de Assistência à Criança Cardiopata-Pequenos Corações estarão no Calçadão da Batista de Carvalho de Bauru, a partir das 10h, para alertar as mães sobre a patologia. Haverá a distribuição de panfletos, algodão-doce e pipoca, e a presença da Galinha Pintatinha e do Galo Carijó.
Teste
A oximetria de pulso, conhecida popularmente como teste do coraçãozinho, é fundamental para identificar anormalidades. “O sensor do oxímetro é colocado na mão direita do recém-nascido, posteriormente em um dos membros inferiores, medindo a concentração de oxigênio no sangue. Se o resultado for menor que 95%, ou diferença superior a 3% entre o membro superior e o inferior, um novo teste deve ser feito. Se, no novo exame, o resultado se repetir, o bebê deve ser submetido a um ecocardiograma”, informou, em nota, Márcia Rebordoes, presidente da entidade.
Entidade possui 39 núcleos pelo Brasil
A Associação de Assistência à Criança Cardiopata-Pequenos Corações tem sede em São Paulo, porém, possui 39 núcleos por todo o Brasil, incluindo em Bauru. Ela existe há quatro anos e tem capacidade de receber, na Capital, 18 mães.
Foi criada por Márcia Adriana Rebordoes justamente por perceber a falta de informação e assistência às mães cujos filhos são portadores destas anomalias congênitas.
“A entidade começou em um quarto de hotel e, hoje, com as doações que recebemos, conseguimos alugar uma casa que fica bem próxima ao HCore e ao Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Dá até para ir a pé aos dois hospitais”, frisou Patrícia Andrade.
Quem estiver interessado em mais informações sobre o trabalho da entidade, basta acessar o site www.pequenoscoracoes.com. O telefone do núcleo bauruense é o (14) 98132-9515.
A sede social fica na rua Raul Camilo, número 58, na Bela Vista, em São Paulo. Doações ajudam a manter a associação, por isso, quem quiser ajudar pode efetuar depósito na conta corrente 18603-1, agência 3386-3, Banco do Brasil.
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Divulgação |
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Patrícia Andrade, da associação “Pequenos Corações”, e o filho Pedro , de 2 anos |