08 de julho de 2026
Geral

Viagem "show de bola" é relembrada

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis

Irmãs Laura e Josiane foram assistir à final da Copa dos EUA

Em 1994, enquanto o narrador esportivo Galvão Bueno consagrava o grito “é tetra, é tetra” e a Seleção Brasileira de Futebol dava aos brasileiros o título de tetracampeão da Copa do Mundo de Futebol, um grupo de estudantes liderado pela professora e empresária bauruense Laura Márcia dos Santos Brandão (da CCI Idiomas) vivia um sonho nacional: acompanhar a Seleção bem de perto, com direito à visita aos treinos fechados, camisa autografada, fotos e a presença na festa da torcida.

“Todo mês de julho era época de levar um grupo de adolescentes para estudar e conhecer Los Angeles, na Califórnia. Bom, em 1994, em um dos passeios turísticos, entramos em uma loja de artigos esportivos no Centro de Los Angeles e, para a nossa surpresa, a loja era do ex-jogador de futebol Rildo Menezes, que me pediu para deixar os seus dois filhos com o grupo, para que treinassem o português e tivessem contato com os jovens brasileiros”, relata Laura.

E foi desse pedido e do convívio de um mês com o casal de filhos de Rildo Menezes que surgiu a oportunidade de conhecer e acompanhar de pertinho a atuação da Seleção de 94 na Copa do Mundo daquele ano. “Os filhos de Rildo passavam os dias com a gente. Até dormiam no hotel que ficamos. A mãe deles frequentava nossa hospedagem. O Rildo fazia feijoada, churrasco. Foram dias bem animados”, lembra Josiane Maria Armondi dos Santos, irmã de Laura e integrante do grupo de estudantes de inglês. 

Entre as festas promovidas  pelo grupo, estava a “Festa do Ridículo”, evento que, em 1994, contou com as presenças dos jornalistas Galvão Bueno e Fátima Bernades: “Não pude acreditar quando o Rildo chegou à festa com eles. Todos ficaram eufóricos. Ele ainda levou alguns alunos para ver a gravação do programa do apresentador Jô Soares, que estava sendo feita nos Estados Unidos”, narra Laura.

Os alunos de Laura sentiram tal emoção na pele, já que Rildo ligava para os amigos e passava o telefone para a turma. “Isso sem falar na simpatia deles ao fazer as fotos com a gente. O Cafu foi um dos mais simpáticos”, recorda Josiane.

Os treinos são outras memórias inesquecíveis para as irmãs. Ao lado apenas dos jornalistas, a turma de Bauru viveu dias considerados relíquias para os amantes do futebol. Eles foram ao treino do Brasil, antes do jogo contra a Suécia. Ao final do treino, outra grande surpresa: “Rildo chegou até nós com uma camiseta autografada pelos jogadores e pelo técnico Parreira. Meu marido e meu pai enlouqueceram quando viram a camisa e souberam dos detalhes da incrível história”, enfatiza Laura.


É tetra

E o que parecia uma viagem comum para aprimorar o inglês e conhecer um pouco da Califórnia, terminou em grito de “é campeão”, em Pasadena, para o grupo que conseguiu convites para ver a final do Mundial e, de quebra, o tetracampeonato do Brasil. Rildo conseguiu  convites de mil por duzentos ou trezentos dólares para os alunos. “E, para fechar com taça de ouro, as crianças foram à festa da torcida com a banda Sepultura e Daniela Mercury”.