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Douglas Reis |
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Integrantes do MST interditaram parcialmente a rodovia Bauru-Jaú, na manhã desta segunda-feira (9) |
Na manhã desta segunda-feira (9), por aproximadamente uma hora, cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) interditaram parcialmente a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), a Bauru-Jaú, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) para cobrar agilidade no assentamento e cesta básica. Na região de Assis, cerca de 300 sem-terras completaram o segundo dia da marcha em defesa da agricultura (leia mais abaixo).
A manifestação em Pederneiras teve início por volta das 9h15, na altura do quilômetro 215, e foi pacífica. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o grupo bloqueou as duas faixas da rodovia no sentido Pederneiras-Bauru, o que gerou congestionamento de dois quilômetros.
Os manifestantes fazem parte do acampamento “Sonho Meu”, que possui 200 famílias e fica próximo ao Horto Florestal. Com faixas e cartazes nas mãos, eles cobram a reforma agrária e a entrega de cestas básicas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Durante o protesto, os acampados atearam fogo em pneus e entulho. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para controlar as chamas e viaturas da Polícia Militar Rodoviária acompanharam de longe a manifestação, que terminou por volta das 10h30, com a liberação da rodovia.
Terra e comida
Ricardo Rodrigues, coordenador do protesto, revela que, além das cestas e da liberação da terra para assentamento, as famílias reivindicam o uso do cadastro público como critério para a distribuição de terras. “Eles marcaram com a gente uma reunião na sexta-feira, às 10h, em São Paulo, na sede do Incra, para terminar de acertar o assentamento”, explica.
Segundo a assessoria de imprensa da Centrovias, concessionária que administra a rodovia, a interdição de pouco mais de uma hora provocou congestionamento de três quilômetros no sentido Pederneiras-Bauru. “Após ser liberada ao tráfego, a rodovia levou cerca de 40 minutos para ter as condições normalizadas”, afirma.
Reunião
A assessoria de imprensa do Incra informou que a postura do órgão é de diálogo com os movimentos sociais. “Está agendada reunião com os acampados na sexta-feira (13), em São Paulo, na Superintendência Regional do Incra. Esclarecemos, ainda, que se trata de acampamento recente, de março de 2014, ainda não cadastrado pelo Incra”, afirma.
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Douglas Reis |
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MST realiza protesto na SP-225 e interdita a faixa do sentido Pederneiras-Bauru; PM Rodoviária e Corpo de Bombeiros acompanham a manifestação |
Marcha pela reforma agrária percorre 51 km
A Marcha Nacional em Defesa da Agricultura, que começou no domingo, em Assis, chegou ao segundo dia nesta segunda-feira (9), com adesão de aproximadamente 600 pessoas. Liderados por José Rainha Juniur, integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL) cobram do governo federal o cumprimento da promessa de reforma agrária para 35 mil sem-terras.
Depois de caminhar por 51 quilômetros, o grupo passou por Cândido Mota e chegou a Salto Grande. Nesta terça-feira (10), os manifestantes devem chegar a Ourinhos, de onde seguirão para Santa Cruz do Rio Pardo. Na sequência, eles partirão em marcha pela rodovia Castelo Branco (SP-280) até São Paulo, com previsão de chegada no dia 4 de julho.
Ari José Redondo, acampado na Fazenda Geada e um dos coordenadores da FNL em Agudos, conta que o grupo percorre, em média, 15 quilômetros por dia. “Conforme eles vão caminhando, vai aumentando o número de pessoas”, revela. “Quando o grupo entrar em São Paulo, serão 30 mil pessoas”.
De acordo com ele, a meta da FNL é cobrar agilidade na reforma agrária. Na Capital, os manifestantes esperam ser recebidos pela presidente ou por algum representante do governo federal que possa assumir efetivamente compromisso de intervir a favor das famílias que aguardam por assentamento.
“A Dilma (Rousseff) fez várias promessas este ano a respeito de reforma agrária. No projeto Safra 2014, o governo liberou R$ 24 bilhões para reforma agrária e agricultura familiar, ou seja, aquelas pessoas que já estão assentadas e novos assentamentos”, explica.