Professores universitários em greve fecham na manhã desta quarta-feira (11) o portão 1 da USP (Universidade de São Paulo), no Butantã, na zona oeste de São Paulo. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) recomenda aos motoristas que evitem circular nas imediações do cruzamento da avenida Afrânio Peixoto com a rua Alvarenga.
Docentes da USP, Unicamp e Unesp, as três universidades estaduais paulistas, estão em greve desde 27 de maio.
Professores e funcionários reivindicam 9,78% de reajuste -inflação (6,78%) mais recomposição de perdas.
Tradicionalmente, a reposição salarial ocorre em maio. Em 2013, foi de 5,39%.
Neste ano, as instituições congelaram as negociações até setembro, pois passam por crise financeira. Segundo elas, o gasto com a folha de pagamento está acima do aceitável -na USP, chega a 105%, o que a obriga a usar reservas.
Esta é a primeira vez em dez anos que os professores da USP param por salário. Em 2004, a reitoria não concedeu reajuste aos docentes, que ficaram 65 dias paralisados.
Houve outras duas paralisações: em 2007, contra decreto que, alegavam, tirava autonomia das universidades; e, em 2009, contra a presença da PM no campus.
Segundo a assessoria de imprensa da USP, o Cruesp (o conselho de reitores das instituições) aceitou abrir negociação com os servidores desde que eles encerrem os piquetes que impendem as entradas de funcionários e alunos nos campus.
Segundo a USP, em São Paulo há bloqueios no prédio da administração central, do restaurante e da prefeitura do campus.
O Fórum das Seis (entidade que congrega os sindicatos das universidades) disse na semana passada que não pode garantir o fim das ocupações e que a expectativa é que os grupos possam "dialogar e negociar".