Todo amor é impossível! Dessa impossibilidade que ele se faz mais forte e a luta para sua preservação é intensificada e vivida intensamente por aqueles que amam.
Quando o tema é amar, as pessoas dizem que sofreram por amor. Na obra de John Green, o amor é diferente: não é o sofrer por amor, o amor se dá pelo sofrer! Através da doença e da morte o amor é encontrado e vivenciado.
O amor de Hazel e de Augustus Water é um amor belo e fantástico, pois foge do conceito comum do que seria o amor. Não é um amor que fala sobre a vida e o "pra sempre". É um amor que retrata que cada segundo é um segundo a menos para estar com a pessoa amada.
O encontro dessas duas almas se dá na troca de olhares. É um amor que antes de ser consumado,é contemplado. Não se tem pressa para a pertença enquanto namorados, mesmo sabendo que o tempo corre, eles aproveitam o estado de amar. Nesse estado de "estar" amando, eles perdem a noção de tempo, espaço, dor e a morte passa a ser uma poesia.
O amor não é para sempre, o amor é no instante do agora. O agora é o momento e os próximos segundos é a morte. O infinito só tem sua plenitude, porque se dá no finito. A vida só é vivida em sua excelência quando refletida sobre seu fim inicial: o estado de morte. Morte e vida são os temas tratados durante a obra. O primeiro beijo acontece na casa de Anne Frank, onde a morte e a dor são a expressão máxima do regime Nazista... No reconhecimento da fragilidade da vida, o amor, algo inerente ao homem, ganha força para ser perdurado.
O beijo é consequência, e o "OK" é a forma de expressar o amor contido no coração, enquanto este tem forças para bater e amar.
Mesmo com a morte de um dos amantes, o amor continua vivo. Só seremos lembrados eternamente pelo amor. O outro é o lugar de nos eternizarmos.
Gustavo Marius