08 de julho de 2026
Internacional

Obama diz que não voltará ao Iraque


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O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (13) que está avaliando as alternativas de ajuda ao Iraque, mas que não enviará tropas ao país. 

 

“Não vamos (os EUA) ser arrastados de volta a uma situação em que enquanto estamos lá lideramos as coisas e, depois que saímos, as pessoas (lideranças iraquianas) agem de um jeito que não contribui para com a prosperidade do país em longo prazo”, afirmou. 

 

O Iraque entrou em uma grave crise nos últimos dias devido a uma ofensiva militar por parte de um movimento radical islâmico chamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que tomou controle sobre partes do território iraquiano. 

 

Conforme Obama, o desafio “não é militar”. Ele afirmou que o problema foi causado pela política iraquiana, que “não foi capaz de superar as divisões sectárias”. 

 

“Os americanos, inclusive contribuintes, fizeram grandes investimentos e sacrifícios para dar aos iraquianos a chance de ter um destino melhor. Mas eles precisam agarrá-la. Não podemos fazer isso por eles”, afirmou o presidente, nos jardins da Casa Branca, em Washington. 

 

Obama disse que a decisão sobre a interferência americana deverá levar “vários dias” e não virá sem “um esforço sincero das lideranças contra sectarismo”.  Cobrou ainda “responsabilidade” por parte dos vizinhos. “Ninguém quer ver os terroristas ganhando terreno, e o Iraque entrando no caos”, disse. “Mas cabe ao Iraque, como nação soberana, resolver os próprios problemas.” 

 

Clerico convoca

 

Nesta sexta-feira (13), os insurgentes, que são sunitas, fizeram avanços sobre a cidade de Samarra, importante para os xiitas, o que levou o maior clérigo xiita a conclamar todos os iraquianos a pegarem em armas contra o EIIL. Samarra fica a apenas 110 km da capital do país, Bagdá. 

 

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, viajou ontem para a cidade de Samarra, assediada por jihadistas, para uma reunião de segurança.

 

EIIL sai da Síria

 

O braço sírio do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) suspendeu os combates na Síria ao mesmo tempo em que está levando armas do país para dentro do território iraquiano, disse ontem um grupo que monitora a violência.

 

O EIIL, um grupo dissidente da al-Qaeda, vem combatendo grupos rebeldes rivais na Síria há meses e ocasionalmente entrou em confronto também com forças do presidente sírio, Bashar al-Assad.

 

Mas seus combatentes aparentemente fizeram uma pausa na Síria nesta semana, especialmente em seu bastião no leste do país, próximo à fronteira com o Iraque, em um momento no qual seu braço iraquiano estava fazendo rápidos avanços militares.

 

Rami Abdulrahman, dirigente do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, disse que o EIIL pode ter negociado uma trégua com as brigadas rebeldes rivais na Síria, embora ainda estivesse impondo cercos em partes da cidade de Deir al-Zor, no leste, onde forças de Assad e rebeldes da Frente Nusra, afiliados à al Qaeda, também estavam presentes.