08 de julho de 2026
Geral

Em Bauru, colombianos festejam

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Na casa toda decorada da comerciante Claudia Inés Arias, 47 anos, o vermelho, o azul e o amarelo se misturam às cores brasileiras. Casada com o bauruense Salvador Rodrigues Junior, 47 anos, a colombiana se mudou para a cidade há quatro anos, trazendo o filho Juan Esteban, 8 anos, consigo.

É a primeira vez que Claudia assiste a uma Copa fora de “casa”. Mas, apesar da saudade, o momento não poderia ser mais feliz. Ontem, em seu jogo de estreia no Mundial, a Colômbia ganhou de 3 a 0 da Grécia e a comerciante pôde assistir à vitória ao lado de amigos colombianos e venezuelanos, que passam férias no Brasil.

“E, na semana que vem, minha filha e minha mãe também vão chegar. Além deles, meu filho e até meu marido torcem pela Colômbia. O time começou muito bem, mesmo sem seu principal jogador”, analisa ela, referindo-se ao atacante Falcao García, que, após sofrer uma lesão no joelho, foi cortado.

Claudia conta que conheceu Salvador por meio da Internet e, depois de ele ir até Cáli, ela decidiu mudar-se para Bauru. A história do casal, em certa medida, se assemelha a de Dionicia Theodorakopoulos, 51 anos, e Konstandinos Farganis, 59 anos.

Confraternização

Ela, brasileira filha de gregos; ele, um heleno legítimo, que Dionicia conheceu em uma viagem à Grécia, em 2003. Só que, neste caso, foi o homem quem não resistiu aos encantos da amada e se mudou para o Bauru.

Assim como  Claudia, Dionicia também é comerciante. Ontem, durante o jogo, ela reuniu em seu empório amigos brasileiros e descendentes de gregos, incluindo a filha Vicky, para torcer pela equipe azul e branca. “Mas o time não está muito forte. Vale mais pela confraternização com a colônia e por saber que um pedacinho da nossa origem está mais perto de nós”, comenta.

Apesar de só ter vivido na Grécia por nove anos, durante a adolescência, Dionicia diz que, no futuro, o plano é retornar definitivamente para o país europeu. “Tudo depende de questões de trabalho, mas quero muito voltar. Meu coração é grego, não tem jeito”, declara-se, já resignada diante da derrota para a Colômbia.