Dois homens são suspeitos de abusar sexualmente de uma menina de 16 anos, quando ela estava a caminho de uma igreja, na manhã deste domingo (15), por volta das 8h, no bairro Cidade Nova, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru).
Após o suposto ato, a menina foi abandonada na rodovia César Augusto Sgavioli (SP-361). O lugar é uma estrada de terra com pouco fluxo de veículos. Ela foi encontrada por um desconhecido que parou para ajudá-la, ao vê-la desmaiada no local. A dupla ainda teria levado os dois chips do aparelho celular da vítima.
Ela foi encaminhada ao Pronto Socorro (PS) de Pederneiras, em estado de choque. A menina teria relatado aos policiais que nunca havia tido relação sexual na vida.
Segundo a adolescente, ela teria sido abordada por dois homens encapuzados que a obrigaram a entrar em um carro preto e não soube dar mais detalhes, apenas que seria um carro com quatro portas.
Já dentro do veículo, teria sido agredida com vários tapas no rosto até perder os sentidos e desmaiar. Depois disso só se recorda de ter acordado já no meio da estrada de terra, porém, alegou estar sentindo muita ardência na região genital, o que reforçou a suspeita de estupro.
A adolescente foi encaminhada ao Pronto Socorro (PS) de Pederneiras, em estado de choque. A menina teria relatado que nunca havia tido relação sexual na vida. Em seguida, ela foi encaminhada para a Maternidade Santa Isabel, em Bauru, onde passaria pela avaliação de um médico legista.
Investigação
De acordo com Delegado Titular da Delegacia de Pederneiras, Eduardo Herrera, o caso foi registrado como estupro. “Ainda não ouvimos oficialmente a vítima, apenas conversamos com ela, dentro do Pronto Socorro (PS). Até porque ela está muito abalada e diz não se recordar de muita coisa. Nesta segunda-feira (16), ela irá prestar o depoimento oficial, porém, todas as providências estão sendo tomadas, inclusive ela foi encaminhada para Bauru e irá tomar o coquetel anti-HIV”, explicou.
O Delegado afirmou que registou o caso como estupro, porém, a investigação segue em duas vertentes. “Primeiro iremos aguardar o laudo conclusivo, que deve ficar pronto entre 20 e 30 dias para confirmar se realmente houve a violência sexual contra a menina. E após a confirmação iremos buscar pistas que nos levem até os autores”. O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar todo o caso.