Ler é despertar a alma para uma viagem ao infinito. Por meio das páginas dos livros, ao embarcar rumo ao desconhecido, você sai da zona de conforto do dia a dia e passa a encarar o mundo ? por alguns instantes ? pelos olhos de outras pessoas. A leitura te possibilita enxergar os diversos ângulos da vida, estender fronteiras, ultrapassar oceanos, falar outras línguas, dialogar com outros séculos, abraçar outros povos e respeitar as suas culturas ? aprendendo com elas. Dá asas à criatividade e te permite sonhar alto. É uma aventura rica em conhecimento e um carinho à imaginação. Essa lição valiosa eu aprendi seguindo os exemplos que tive em casa desde criança. Em especial, pela aniversariante do dia 4 de junho: minha avó, Maria Antonia.
Devoradora de histórias, ela sempre foi (e ainda é) uma grande incentivadora da leitura. Pode-se dizer que a casa dela possui um coração feito de tinta, palavras e muito amor. Lá, cresci brincando com a turminha de "O Meu Pé de Laranja Lima"; acompanhei "O Barão nas Árvores" em suas caminhadas; criei laços de amizade com "O Pequeno Príncipe"; percebi a dimensão da tecnologia entre "Eu, Robô"; aprendi com "Dorian Gray" sobre a superficialidade da beleza; encarei a complexidade do amor e das pessoas em razão de "A Insustentável Leveza do Ser"; assim como aprendi e questionei tantas outras coisas que somam à nossa bagagem pessoal o que somos hoje em dia.
Agradeço a ela, minha avó, por permitir que momentos tão bonitos e desafiadores trouxessem o melhor nas pessoas que a cercam. Parabenizo essa mulher incrível pelo aniversário e o bom exemplo que é para família e amigos. E convido você, leitor do JC, a comemorar junto conosco essa data especial se aventurando em uma jornada literária. Arranje um tempinho, escolha um título/autor e deixe-se levar pelo poder mágico das palavras. Segundo o escritor espanhol Manuel Rivas, "ao ler, o coração volta a bater". O meu, sem dúvidas, está pulsando e conversando com o mundo sem parar. E o seu, também?
Emily Antonetti