A Associação dos Transportadores de Entulhos e Agregados de Bauru (Asten) inicia trabalhos em um novo local, seu centro de triagem. O empreendimento está instalado em um terreno de 45 mil metros quadrados, localizado no final da avenida Rosa Malandrino Mondelli, no Jardim Chapadão.
A assinatura de novo convênio da associação com o poder público ocorreu no dia 4 deste mês e o contrato tem duração de 12 meses com possibilidade de renovação. A mudança de local foi definida após a voçoroca onde a Asten trabalhava, no Jardim Marambá, se exaurir e ser fechada.
O atual centro de triagem pode, futuramente, ser sede da primeira usina de resíduos de Bauru. “O convênio é por um ano e renovável por mais um. A instalação da usina ficará a cargo da associação, que avaliará condições e momento oportunos”, afirma o secretário do Meio Ambiente de Bauru, Valcirlei Silva.
“Estamos em um lugar de onde, por mais de dez anos, foi tirado terra e se formou uma grande cava. É uma área plana, que já tem o parecer favorável da Cetesb desde 2011 para que possa receber este tipo de material”, explica Gerson Luiz Alves Pinheiro, presidente executivo recém-reeleito (leia mais ao lado) da Asten.
Pinheiro relata que a associação identificou a necessidade de uma área grande para a execução de seu trabalho e escolheu o atual local. “Sabíamos da existência desta área e começamos as tratativas com o poder público e as conversas evoluíram. Foram mais de dois anos para ter acesso a esta área”, comenta.
A associação conta com 23 trabalhadores registrados para a execução do trabalho de triagem e separação dos rejeitos de construção civil.
A partir de agora, todo o entulho de construções que são descartados em caçambas, como ferragens, tijolos, telhas, areia, papel, papelão, plástico, madeira, borracha e gesso, entre outros, serão encaminhados para o centro de triagem para a seleção de itens reaproveitáveis. “Vamos separar para que seja feita a reutilização destes materiais posteriormente. Neste momento, vamos fazer uma grande reserva e todo o trabalho necessário para a utilização plena desta área. Isso para que a população de Bauru tenha a opção de fazer o descarte de rejeitos de forma correta”, projeta Pinheiro.
Destinação
O presidente da associação detalha como é feito o trabalho de triagem e a destinação do entulho. “São restos de construção civil e parte tem uma destinação remunerada. Há os resíduos que ainda não existe tecnologia para a reutilização e que vão para o aterro sanitário. Existem materiais, como óleo e tinta, que são mandados para uma empresa especializada e que dá a destinação correta. O resíduo classe A, que é tijolo, este tipo de coisa, pode ser usado na recuperação de estradas rurais”, conclui Gerson Luiz Alves Pinheiro.