10 de julho de 2026
Nacional

Professores em greve da USP marcam aula pública na Sé para hoje

Por Aretha Yarak | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Professores da USP, Unesp e Unicamp agendaram para esta quarta-feira (18), às 12h, uma aula pública sobre o tema 'Direito à Educação e à Saúde', na Praça da Sé, no centro de São Paulo.

A atividade foi organizada pelo Fórum das Seis (entidade que congrega os sindicatos das três universidades) e integra o calendário de ações e protestos dos servidores, que estão em greve desde o dia 27 de maio.

Professores e funcionários protestam contra a proposta dos reitores de não conceder reajuste salarial à categoria neste momento. Eles pedem reajuste de 9,78%. Tradicionalmente, os servidores ganham reajuste em maio - em 2013, foi de 5,39%.

De acordo com Ciro Correa, presidente da Adusp (Associação dos Docentes da USP), os professores deverão ficar por cerca de três horas na Praça da Sé conversando com pedestres e distribuindo folhetos.

"Vamos conversar bastante sobre o subfinanciamento da saúde e da educação. A LDO [lei de diretrizes orçamentárias] está para ser votada na Assembleia Legislativa, é importante que haja participação popular", diz Correa. "Temos uma experiência boa com ações desse tipo na Sé. As pessoas se interessam e há repercussão."

A agenda de ações dos servidores foi votada na segunda (16), durante uma assembleia realizada no auditório da Faculdade de Educação da USP.

Os professores decidiram também por fazer uma visita à Assembleia Legislativa de São Paulo na terça-feira (24) e um ato em frente à reitoria na sexta-feira (27). Uma nova assembleia será realizada na quarta-feira (25).

GREVE NA SAÚDE

Os médicos do Hospital Universitário da USP em São Paulo entraram em greve na segunda (16). Com a paralisação, ficam suspensas consultas e cirurgias eletivas. Todos os atendimentos de emergência e urgência deverão ser mantidos.

Essa é a primeira vez que os médicos do HU entram em greve em 25 anos, segundo os grevistas. "Estamos lutando por melhores condições de trabalho. O hospital está sendo sucateado", diz Gerson Salvador, médico membro do comando de greve.

Na segunda, primeiro dia da greve, foram desmarcadas 13 cirurgias eletivas e canceladas 619 consultas que estavam agendadas para o dia.

Atualmente, o hospital tem 280 médicos concursados. O piso inicial da categoria é de R$ 6.366,11 para uma jornada de 24 horas semanais.

FALE COM O REITOR

No domingo (15), o reitor da USP, Marco Antonio Zago, distribuiu uma mensagem aos alunos sobre a crise financeira da instituição. Na carta, Zago afirma que o ritmo atual de crescimento com a folha de pagamento "projeta déficit de mais de R$ 1 bilhão para o presente ano".

Ele afirma ainda que o debate salarial pode desqualificar as lideranças da USP e anunciou a criação do "Fale com o Reitor", um canal de comunicação online direto com a reitoria.