Um homicídio qualificado com características de execução por dívidas com drogas. Essa é a principal tese da Polícia Civil em torno do mistério que ronda o corpo encontrado às margens do córrego da Grama, no Jardim Rosa Branca, no dia 10 de junho deste ano. A Polícia Civil confirmou ontem que o caso se trata de assassinato.
A confirmação foi feita pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Central de Polícia Judiciária. Os resultados do laudo médico apontam que as duas perfurações no crânio – região da nuca - foram provocadas por disparos arma de fogo, o que descarta a possibilidade aventada na data sobre morte natural. O calibre das cápsulas encontradas alojadas, contudo, não foi informado.
Resta agora saber quem é a vítima deste homicídio, o 23º registrado neste ano em Bauru, já que, com o corpo, não foram encontrados documentos pessoais. Havia, conforme o JC divulgou, apenas um alvará de soltura expedido em fevereiro deste ano em nome de Willian Miyoshi Sales da Silva.
A polícia acredita que a identificação em questão possa ser da vítima e inicia a procura pela família. “No corpo, havia uma tatuagem do símbolo do Corinthians no braço direito. Puxamos no registro e constatamos que o Willian tinha uma tatuagem igual. A probabilidade de ser ele é grande, mas precisamos de alguém da família para realizar o reconhecimento fotográfico e o exame de DNA”, afirma o delegado Kléber Granja.
Em tempo: o corpo foi encontrado em adiantado estado de decomposição – o laudo médico indica que o crime pode ter ocorrido mais de uma semana antes -, o que impossibilita, por exemplo, o uso das impressões digitais para o reconhecimento.
Pistas
Além da tatuagem, outras coincidências entre Willian e a vítima colaboram para a suspeita da polícia. Próximo ao local onde o corpo foi encontrado, havia uma mochila preta com várias peças de roupas jogadas, além de uma carteira vazia, cachimbos artesanais de crack e isqueiros.
O local fica em uma mata fechada, a cerca de 300 metros da quadra 5 da avenida Pinheiro Machado, ponto conhecido pela Polícia Militar por ser frequentado por usuários de drogas, principalmente de crack.
“Willian estava preso em Avaí por conta de um flagrante de furto qualificado a uma padaria, mas, em seu histórico, consta que ele tinha envolvimento com o tráfico e que era usuário de drogas. Se for ele mesmo, acreditamos que este crime possa estar relacionado com um possível acerto de contas”, conclui o delegado.
Serviço
Informações sobre familiares de Willian Miyoshi devem ser comunicadas à Polícia Civil por meio do telefone (14) 3235-6627 ou (14) 3235-6500.