10 de julho de 2026
Regional

Unesp pode expulsar alunos que invadiram diretoria em Araraquara

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A direção da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara (273 km de São Paulo) vai abrir sindicância interna para apurar danos ao patrimônio causados por estudantes que participaram da invasão do prédio no dia 30 de maio. Os alunos podem até ser expulsos, segundo o diretor da universidade, Arnaldo Cortina.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar dano ao patrimônio e desobediência. Segundo Cortina, a diretoria estava suja e com três vidros quebrados e móveis revirados. A ocupação durou 21 dias e terminou na sexta-feira (20), com uma reintegração de posse feita pela Polícia Militar. Quinze alunos foram levados para a delegacia.

A sindicância da universidade vai apurar se alunos de outros campus da Unesp participaram da ocupação. Para Cortina, a maioria dos estudantes são dos cursos de letras, pedagogia e ciências sociais.

A reintegração de posse nesta sexta (20) começou por volta das 5h30. Os policiais exigiram a saída dos ocupantes. Eles se negaram a deixar o prédio e os policiais retiraram os 15 alunos do local, pacificamente.

Apenas uma aluna, de 21 anos, foi levada à Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes).

Ela estava com 8,5 gramas de maconha no momento da reintegração. Depois de ser feito um termo circunstanciado, ela também foi liberada.

A ocupação ocorreu porque os alunos exigem melhorias no programa de moradia estudantil. A Unesp informou, por meio de assessoria de imprensa, que a reitoria mantém implementado um programa de permanência estudantil.

O advogado do grupo, Mateus Tobias Vieira disse que a investigação não é necessária, porque a ocupação foi tranquila e sem problemas durante os 21 dia. "Transformar em matéria criminal é criminalizar o direito de manifestação", afirmou o advogado.