O presidente da Rússia, Vladimir Putin, colocou em alerta máximo as tropas do centro do país, que abrange parte da bacia do Volga, os Montes Urais e a Sibéria Ocidental. O exercício militar, que não estava programado inicialmente, terá duração de uma semana.
Putin disse que apoia o cessar-fogo ordenado por seu correlato ucraniano, Petro Poroshenko, bem como sua iniciativa de paz no leste da Ucrânia. Disse, porém, que as medidas devem incluir a reabertura de negociações.
Putin diz que o plano de Poroshenko não será realista caso não inclua “ações práticas que apontem para o começo de um processo de negociações”. Para Putin, o plano de paz não deve servir como “ultimato às milícias”.
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, general Valeri Guerasimov, afirmou que participarão da inspeção mais de 65 mil soldados, cerca 5.500 veículos militares e peças de artilharia, mais de 180 aviões e 60 helicópteros.
A ação do governo russo ocorre no meio de denúncias que Moscou estaria concentrando soldados e armamento na fronteira com a Ucrânia para apoiar os separatistas pró-Rússia que atuam em regiões próximas ao país vizinho.
Segundo informações do governo americano, a Rússia teria restabelecido suas forças militares na fronteira com a Ucrânia.
Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da França, François Hollande, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, já advertiram Moscou que haverá mais sanções caso não sejam vistos “passos concretos e imediatos” para diminuir a tensão no sudeste da Ucrânia.