O conselheiro do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) Robson Marinho obteve a terceira licença-prêmio da corte de contas desde que o Ministério Público paulista pediu o afastamento dele do tribunal sob a acusação de corrupção.
Com o benefício, o conselheiro não terá de participar das sessões do TCE-SP até o dia 11 de julho.Em 22 de maio, a Promotoria pediu à Justiça a concessão de uma medida liminar para que Marinho seja afastado do posto.
Os promotores alegam que o conselheiro recebeu propina para ajudar a multinacional francesa Alstom a obter um contrato sem licitação com as estatais paulistas Eletropaulo e EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) em 1998 no valor de R$ 281 milhões.
O Judiciário ainda não decidiu sobre o pedido do Ministério Público. Com base na mesma acusação, na semana passada a Promotoria apresentou à Justiça uma ação civil de improbidade administrativa contra o conselheiro do TCE-SP e mais 10 pessoas.
Em sessão do tribunal em 14 de maio, Marinho negou ter recebido suborno da Alstom.