Pergunta-se: onde está o nascedouro dessa agressividade? De onde provém a necessidade de jovens subjugarem outros a ponto de agredi-los moral e fisicamente? No tempo das suas primeiras letras, a palavra acima, de origem inglesa, era totalmente desconhecida. Brincadeiras de interpretação duvidosa aconteciam, mas havia respeito para com diretores, professores e funcionários das escolas. Hoje, o termo identifica agressividade e violência praticadas nos pátios ou salas de aulas por crianças e adolescentes, colocando apelidos ou fazendo piadas contra colegas, ocasionando marcas profundas nas pessoas atingidas. O fenômeno, ao longo dos anos, tornou-se complexo. Trata-se de problema social de difícil solução, porque caracteriza uma enfermidade psicossocial de efeitos danosos.
Hoje, infelizmente, a violência ganha proporções devastadoras. Governantes tentam, através de leis, estancar o aumento visível dessa loucura dos tempos modernos. O fenômeno teve atualização, importando para o vocabulário corrente a palavra "Bullying" colocando Brasil, Inglaterra, EUA, Portugal e outros sob o mesmo manto de sombras assustadoras. Como sabido, leis não mudam o comportamento social. Falhando as leis humanas, restam as leis morais, as de causa e efeito, que somente são encontradas com clareza na literatura espírita que muitos, por preconceito, não procuram conhecer. O princípio básico para que haja supremacia do respeito social cinge-se na existência da harmonia e estabilidade emocional dentro dos lares. Pais e ou responsáveis que dignifiquem a família. Pais e ou responsáveis que controlem com amor as tendências negativas dos filhos a partir do próprio exemplo. Lar onde não haja paz e harmonia acaba refletido no meio social.
A escola, por sua vez torna-se vítima desse mal social. A ela cabe, em especial lugar, a missão de ensinar, preparar e instruir o futuro profissional. Não é sua tarefa disciplinar jovens que trazem problemas comportamentais e defeitos de educação familiar. A formação do caráter será sempre responsabilidade da família. A formação pela família e o ensino dado pelas escolas integram o projeto de evolução e progresso.
Falar sobre "Bullying" não é fácil. A palavra está acompanhada de escárnios, produzindo choques, gerando receios e, o que é pior, instalando o medo nas vítimas dessas agressões. Infelizmente, não é só nos lares e nas escolas! O "Bullying" é praticado nas empresas, quando da aplicação de punições ou constrangimentos e retaliações injuriosas. Por sua vez, a televisão, sob pretexto de fazer humor, encobre o "Bullying" quando submete pessoas ao ridículo. No início deste texto há uma indagação. A resposta adequada para as preocupações humanas é da lavra magistral do Espírito Joanna de Ângelis, mensagem psicografada por Divaldo Pereira Franco, no Livro "Rumos Libertadores", que se transcreve em síntese: "Injúrias e violências ? Embora nascida nas fontes infelizes da inveja, sem qualquer apoio da verdade, a injúria, à semelhança de ácido cruel atirado à honra, logra produzir dores e amarguras. Quando não consegue destruir quem lhe padece a invasão indébita, faz-se acompanhar da violência, armando-se de agressividade e atrevimento com que pensa vencer aqueles a quem persegue... - Antídotos eficazes, a brandura e a pacificação. A primeira silencia a injúria e a segunda emudece a agressividade".
Roque Roberto Pires de Carvalho