Acompanhamos pelo noticiário, na semana de 21 de junho de 2014, que o papa Francisco, em cerimônia na cidade de Sibari, disse que membros da "máfia estariam excomungados"... Que o grupo violento que atua no Sul da Itália e demais grupos também violentos do crime organizado são um exemplo de "adoração ao mal".
Papa Francisco visitou, na mesma região, na cadeia, o pai de Nicola "Coco" Campolongo, um menino de 3 anos morto numa emboscada em janeiro, e condenou a violência do crime organizado contra crianças. Uma cruel realidade mostrada pela imprensa mundial através da postura comprometida com o bem comum, do grande líder religioso do século 21, papa Francisco!
Durante um encontro de amigos de diferentes idades, religiões, profissões e, após uma partida de futebol, diga-se de passagem, da terceira idade, nos reunimos para uma conversa agradável, como é costume acontecer todos os sábados, após o exercício físico. Um católico resolveu trazer o tema excomunhão, que vem incomodando a comunidade católica de Bauru. A maioria deste grupo se manifestou favorável ao padre Beto, dizendo estar de acordo com sua maneira de pensar, pois as pessoas continuam livres para viver. Parte desse grupo e alguns evangélicos discordaram do pensar do padre Beto, mas discordaram da punição extrema imposta pelo bispo a um padre que é amado pela juventude e grande parte da comunidade diocesana, pois só pensa no bem comum.
Um dos membros do nosso grupo que, sendo evangélico, expôs sua situação: "Eu andava angustiado e sofrendo muito pela opção sexual de meu filho. Depois que vi a posição do padre Beto, passei amar e respeitar meu filho, pois sendo pai, tenho o dever de acompanhá-lo e dar-lhe apoio..." A dúvida que ficou para todos é a seguinte: qual a semelhança existente entre um mafioso que mata uma criança em uma emboscada e um padre que pensa e ensina o amor ao próximo? Nossos agradecimentos ao Jornal da Cidade pelo espaço democrático ? Tribuna do Leitor, onde podemos mostrar nosso pensamento.
Claudionor Luongo