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Quioshi Goto |
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Priscila afirma que o homem havia sido identificado pelo estupro |
A Polícia Civil confirmou o flagrante por homicídio qualificado dos quatro homens acusados de matar Flávio Rodrigues, 32 anos. A vítima foi agredida até a morte com socos, pauladas e pedradas, na tarde de anteontem. O motivo do crime seria vingança, uma vez que os autores acusam Flávio de ter estuprado uma pessoa da família deles.
O caso foi noticiado com exclusividade na edição de ontem do JC. Os presos são Thiago José da Silva, 28 anos, parente da mulher que teria sido violentada sexualmente, seus dois primos, Douglas Henrique Brancaglion de Souza, 18 anos, e Flávio da Silva, 38 anos, e um terceiro comparsa, Slade Tavares da Silva, 25 anos.
Eles foram até a casa da vítima, a arrebataram e seguiram em direção à rodovia Comandante João Ribeiro de Barros. Com as mãos e pés amarrados, Flávio Rodrigues foi agredido até a morte e abandonado em um canavial às margens do quilômetro 222, em Pederneiras. Logo depois, os criminosos foram pegos pela Polícia Militar (PM).
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia da cidade, onde os quatro foram autuados em flagrante e encaminhados para a Cadeia Pública de Avaí. Segundo boletim de ocorrência (BO), a vítima tinha passagens por homicídio, roubo, furto e posse de drogas.
Já Thiago, apontado como mentor do crime, respondeu por tráfico; Slade, por roubo e receptação; e Thiago Silva era foragido do CPP 1 de Bauru, onde cumpria pena por tráfico, furto e receptação. Só Douglas ainda não possuía antecedentes criminais.
Estupro
Segundo a delegada Priscila Bianchini, da Central de Polícia Judiciária (CPJ), Flávio Rodrigues já havia sido identificado e era procurado pelo estupro.
“A mulher estava internada no Pronto-Socorro desde então. Ela lutou com o agressor e teve os dentes quebrados, fratura no nariz e precisou dar pontos na face. No dia do homicídio, as equipes de investigação já estavam atrás dele. Hoje (ontem), nós a intimamos novamente e ela o reconheceu como seu agressor”, pontua a delegada.
Em seu relato à polícia, a mulher teria contado que o estupro ocorreu enquanto eles faziam uso de drogas. “Em um determinado momento, após a negativa dela em manter a relação sexual, ele resolveu agredi-la”, finaliza Bianchini.