Com a seca cada vez mais crítica, a ANA (Agência Nacional de Águas) e o DAEE (Departamento de Águas e Esgoto) reduziram novamente a vazão de retirada de água do sistema Cantareira.
Agora, o máximo recomendado é 19,7 m³ por segundo.
A redução foi de mais de 8% na quantidade de água usada para abastecer 9 milhões de pessoas em toda a região metropolitana de São Paulo.
A Sabesp, empresa que gerencia o abastecimento na região, havia pedido aos órgãos de gestão da crise hídrica para retirar 20,9 m³/s em julho.
A redução, iniciada na terça (1), vai até o dia 15, quando deve haver novo parecer do grupo, formado por ANA, ligada ao governo federal, e DAEE, que é do Estado.
Nos últimos dez dias de junho, a queda no nível das represas aumentou 64% em relação aos primeiros dias do próprio mês. Nesta quarta (2), estava em 20,2% de sua capacidade. Por causa da crise, o sistema usa desde maio seu "volume morto" - água do fundo dos reservatórios.