Teve início a queda de um dos pontos mais simbólicos da cidade. Começou ontem, às 14h, a demolição da antiga Cadeia Pública de Bauru, que ficou popularmente conhecida como Cadeião. O prédio, localizado no cruzamento das ruas Enéas de Carvalho Aguiar e Pascoal Luciano, nas proximidades do Terminal Rodoviário, no Centro, deverá comportar, em médio prazo, a Central de Polícia Judiciária (CPJ), que, hoje, fica em prédio alugado, na quadra 23 da avenida Rodrigues Alves.
O projeto inicial - aprovado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado e pelo Conselho do Patrimônio Imobiliário - demorou aproximadamente dois anos para sair do papel e começar a ser executado. Ele contempla a demolição das edificações, a pavimentação e a cobertura de todo o prédio.
O primeiro passo da obra foi dado. O delegado seccional de Bauru, Ricardo Martines, pondera ainda que, somente uma análise técnica depois da demolição concluída, poderá nortear a definição das futuras instalações de toda a obra.
“Só a demolição custou R$ 192 mil. A previsão de término é para 15 de setembro. O terreno será limpo e murado. Em médio prazo, a intenção é que a CPJ seja instalada aqui, mas somente uma análise técnica poderá ajudar a definir o que deverá ser construído: se será um prédio térreo, ou com mais andares, ou ainda uma outra necessidade. Tudo depende também da Secretaria de Segurança Pública”, salientou.
Em comparação a outras obras parecidas com esta, que vivenciou durante a sua carreira, o delegado seccional estima que a construção de um novo prédio no local pode ficar em torno de R$ 5 milhões.
Virou problema
O início das obras já trouxe alívio aos moradores e empresários das imediações da antiga unidade prisional. Como estava desativado desde 2004, o prédio começou a ser indevidamente habitado por moradores de rua e usuários de entorpecentes, o que causava receio à população. O fato foi noticiado por várias vezes no JC.
O delegado Ricardo Martines ainda relembra que, para amenizar a situação foram feitas várias incursões policiais no complexo. “Nós fechamos o local com cadeados, correntes. Foram feitas várias ações, mas, mesmo assim, moradores de rua e usuários de drogas frequentavam o local”.
Morador da quadra 1 da rua Enéas de Carvalho Aguiar, quase em frente à lateral do Cadeião, Milton da Silva, 68 anos, se sente aliviado com o início das obras. “Eu moro aqui desde os 8 anos de idade, mas a minha avó e meu pai mudaram-se antes. O pessoal costumava usar crack em frente ao meu portão, era muito complicado. Vivíamos com medo. A demolição é um alívio”, expressou.
Teve início a queda de um dos pontos mais simbólicos da cidade. Começou ontem, às 14h, a demolição da antiga Cadeia Pública de Bauru, que ficou popularmente conhecida como Cadeião. O prédio, localizado no cruzamento das ruas Enéas de Carvalho Aguiar e Pascoal Luciano, nas proximidades do Terminal Rodoviário, no Centro, deverá comportar, em médio prazo, a Central de Polícia Judiciária (CPJ), que, hoje, fica em prédio alugado, na quadra 23 da avenida Rodrigues Alves.
O projeto inicial - aprovado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado e pelo Conselho do Patrimônio Imobiliário - demorou aproximadamente dois anos para sair do papel e começar a ser executado. Ele contempla a demolição das edificações, a pavimentação e a cobertura de todo o prédio.
O primeiro passo da obra foi dado. O delegado seccional de Bauru, Ricardo Martines, pondera ainda que, somente uma análise técnica depois da demolição concluída, poderá nortear a definição das futuras instalações de toda a obra.
“Só a demolição custou R$ 192 mil. A previsão de término é para 15 de setembro. O terreno será limpo e murado. Em médio prazo, a intenção é que a CPJ seja instalada aqui, mas somente uma análise técnica poderá ajudar a definir o que deverá ser construído: se será um prédio térreo, ou com mais andares, ou ainda uma outra necessidade. Tudo depende também da Secretaria de Segurança Pública”, salientou.
Em comparação a outras obras parecidas com esta, que vivenciou durante a sua carreira, o delegado seccional estima que a construção de um novo prédio no local pode ficar em torno de R$ 5 milhões.
Virou problema
O início das obras já trouxe alívio aos moradores e empresários das imediações da antiga unidade prisional. Como estava desativado desde 2004, o prédio começou a ser indevidamente habitado por moradores de rua e usuários de entorpecentes, o que causava receio à população. O fato foi noticiado por várias vezes no JC.
O delegado Ricardo Martines ainda relembra que, para amenizar a situação foram feitas várias incursões policiais no complexo. “Nós fechamos o local com cadeados, correntes. Foram feitas várias ações, mas, mesmo assim, moradores de rua e usuários de drogas frequentavam o local”.
Morador da quadra 1 da rua Enéas de Carvalho Aguiar, quase em frente à lateral do Cadeião, Milton da Silva, 68 anos, se sente aliviado com o início das obras. “Eu moro aqui desde os 8 anos de idade, mas a minha avó e meu pai mudaram-se antes. O pessoal costumava usar crack em frente ao meu portão, era muito complicado. Vivíamos com medo. A demolição é um alívio”, expressou.
História
O Cadeião foi construído na década de 1950 e abrigou, além da Cadeia Pública de Bauru, o 2º Distrito Policial, desativado em meados de 2004 por problemas estruturais. Na época, o JC noticiava a superlotação e as fugas que aconteciam na unidade, que era amplamente criticada por estar situada em área urbana. Desde então, o prédio do Cadeião permanece fechado. Após sua extinção, foi anunciada a criação do Centro de Detenção Provisória (CDP), que passou a abrigar os presos da antiga unidade.