09 de julho de 2026
Geral

Um colombiano nem tão triste assim!

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A festa colombiana foi curta, de um gol só. Mas valeu para Alejandro Velasquez Velasco, de 35 anos, que teve motivos a mais para comemorar. Há um ano morando no Brasil, especificamente na Vila Falcão, em Bauru, ele já reservava um sentimento especial pela Seleção e não chegou a lamentar tanto assim a derrota.

É que em quase todos os jogos desta edição da Copa do Mundo, assim como a família que o acolheu na cidade, ele vinha torcendo para a Seleção Canarinho. Ontem, para provar que o coração estava dividido, ele fez seis apostas em um bolão antes da partida, dois empates e duas vitórias e derrotas iguais para ambos os times. E deu sorte, que dizer, nem tanta assim, já que outras 12 pessoas da família, além do colombiano, também acertaram o palpite de 2 a 1 para o Brasil e levaram apenas R$ 10,00 para casa.

“Não teve jeito. Agora, vou que torcer só para o Brasil. Mas tá valendo, é tudo festa”, comemora o colombiano, que arranhava algumas frases em português, já quase sem voz, em meio as buzinas e vuvuzelas da festa das famílias Duarte, Gomes, Macedo e Fonseca, em uma chácara no Jardim Pagani.

Natural de Cali, uma cidade situada entre a cordilheira ocidental e central dos Andes, às margens do rio Cauca, Alejandro veio ao Brasil a trabalho. Em Bauru, atua como vendedor externo.


Campanha

Torcedor fervoroso do América de Cali, Alejandro disse ainda que sua felicidade se deve à satisfação com a campanha do time da Colômbia na Copa.

“O resultado foi ótimo! Independentemente da derrota, os jogadores deixaram a torcida colombiana feliz por terem nos levado, pela primeira vez, a uma quartas de final de Copa do Mundo. Mostraram muito futebol no pé”, afirma o colombiano. “O jogo contra o Japão foi o melhor que já assisti em toda a vida”, completa o torcedor.

Dividido

Apreensivo e tímido nos primeiros minutos de jogo, o colombiano, já no primeiro tempo, não sabia se vibrava ou se entristecia com o gol do Brasil.

“Ele ia assoprar o apito, mas abaixou a cabeça e ficou só olhando nossa comemoração”, relata o advogado Rinaldo Duarte, amigo do colombiano e organizador da festa.

Aos 21 minutos de jogo, o colombiano se enfurecia após o impedimento de um gol.

Dois minutos depois, o segundo gol do Brasil e a reação do colombiano, que parecia querer se esconder dos gritos da torcida ao redor.

Um grito de felicidade isolado e com apenas um apito. Foi dessa forma que Alejandro comemorou o único gol da Colômbia na partida, ontem, após o pênalti cometido por Júlio César.