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Reuters |
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Antes de ser substituído no jogo deste sábado, Di María era um dos jogadores mais ativos |
O meia Ángel Di María, um dos principais jogadores da Argentina, está fora do Mundial. Ele sofreu um estiramento muscular na coxa direita, foi substituído ainda no primeiro tempo da partida contra a Bélgica, neste sábado, e não terá tempo para se recuperar antes de uma eventual final, no próximo dia 13.
O jogador deixou o estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, chorando ao final da partida que classificou a Argentina para as semifinais depois de 24 anos. A informação foi confirmada pelo empresário do jogador, Eugenio Lopez, e também pela imprensa argentina. A AFA (Associação de Futebol Argentino) ainda não confirma a informação oficialmente.
Antes de ser substituído no jogo deste sábado, Di María era um dos jogadores mais ativos. Ele repetia as boas atuações dos últimos jogos até sentir dores na coxa e ser substituído aos 33 minutos. Na partida contra a Suíça, na última terça, por exemplo, ele foi autor do gol da vitória depois de passe de Lionel Messi.
A contusão de Di María cria um problema tático para o técnico Alejandro Sabella. Embora Enzo Perez tenha substituído bem o titular no jogo deste sábado, ele não tem a mesma habilidade e dinamismo do jogador do Real Madrid.
"Temos de controlar nossa alegria pela classificação. Perdemos um jogador e espero que não seja grave. Ele está com uma dor na parte frontal da coxa e amanhã (domingo) serão feitos exames", disse o técnico Alejandro Sabella logo após a vitória, ainda sem saber da gravidade do problema de Di María.
TIME
As alterações feitas pelo treinador deram certo e o time, finalmente, encontrou o equilíbrio entre o ataque e a defesa. O volante Lucas Biglia e o zagueiro Martin Demichelis deverão ser mantidos. Por outro lado, o lateral-esquerdo Marcos Rojo deve voltar depois de cumprir suspensão. Sergio Agüero, em fase final de recuperação de uma lesão muscular, também poderá retornar. Nesse caso, Lavezzi sairia.
Messi fez uma partida discreta, mas elogiou o jogo coletivo da Argentina que, segundo ele, foi responsável pela superação do jejum de 24 anos sem avançar às semifinais. "Conseguimos nosso primeiro objetivo, que era estar entre os quatro melhores. Agora, queremos mais", disse o craque argentino. "Corremos mais do que nunca porque era preciso mostrar comprometimento. Fiz uma partida que não estou acostumado a fazer, de correr. Fomos uma equipe acima de tudo. Eles não criaram muitas situações e, no final, terminaram fazendo cruzamentos, mas nossos zagueiros foram bárbaros".
O atacante Gonzalo Higuaín, responsável pelo gol da vitória e eleito o melhor em campo - foi o primeiro jogo da Argentina em que Messi não recebeu a homenagem -, superou um longo jejum de gols, causado principalmente por sua recuperação de uma lesão muscular. "Uma hora o gol ia sair", disse o atacante. "Estamos de volta às semifinais", completou o artilheiro.
Também satisfeito com o jogo coletivo, Sabella classificou como "excelente" a atuação do time. "Fizemos uma partida excelente, tanto na tática como na estratégia. Foi um jogo de doação também Cada jogador tinha número nas costas, mas jogador por seu companheiro".
Embora as mudanças na escalação tenham dado resultado, Sabella evitou se autoproclamar um dos responsáveis diretos pela vitória "Não vou bater no peito. Essa é uma vitória dos jogadores para os todos os argentinos".