07 de julho de 2026
Saúde

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JC Saúde
| Tempo de leitura: 3 min

Câncer de próstata e dieta
Apesar dos recentes avanços no tratamento do câncer de próstata, pouco se sabe sobre os fatores etiológicos de seu desenvolvimento e progressão. Atualmente, apenas idade, raça e histórico familiar são fatores de risco estabelecidos. Há uma crescente evidência de estudos epidemiológicos de pesquisa e laboratoriais, intervenção e de caso-controle demonstrando que a dieta e o estilo de vida participam ativamente na carcinôgenese de próstata. Muitos nutrientes e suplementos tem um potencial benéfico na redução da progressão e na redução da recorrência, assim como na complementação do tratamento convencional melhorando a qualidade de vida.

Ingestão de carne
Carne vermelha bem passada e processada tem sido relacionadas com um aumento no risco de vários tipos de câncer, em particular o colonrretal e o de próstata. Os mecanismos envolvidos incluem a geração de amninas heterocíclicas e compostos heme que provocam dano oxidativo. É recomendado no máximo 500g de carne vermelha por semana como estratégia quimiopreventiva. O consumo alto de gordura (principalmente da saturada e o ômega-6) parece estar associado com esse risco aumentando, mas os resultados não são conclusivos devido a dificuldade de interpretar a heterogeneidade dos subtipos de gordura e o grau de severidade do câncer de próstata.

Alimentação preventiva
Tomate ou produtos à base de tomate podem ser preventivos no câncer de próstata inicial devido a presença do licopeno (antioxidante). Pacientes com um alto grau de hiperplasia prostática benigna também podem ser beneficiar. Vegetais crucíferos como o brócolis e a couve-de-Bruxelas por conterem isotiocianatos também podem ser benéficos. A suplementação com romã pode ter um papel tanto na prevenção como no retardo da progressão do câncer de próstata, mas os dados atuais são conflitantes e os mecanismos envolvidos pouco entendidos. Os alimentos que contém soja, devido a presença de isoflavonas, também promovem ação quimiopreventiva, entretanto, mais estudos devem ser realizados para verificar o seu impacto no PSA, na testosterona total, na testosterona livre e no SHBG em homens com, ou com risco, de câncer de próstata.

Deficiência de vitamina D e tuberculose
A deficiência da vitamina D tem sido relacionada com a ativação da tuberculose (TB). Os níveis séricos dessa vitamina em pacientes com TB é menor do que em pessoas saudáveis. Por outro lado, um tratamento prolongado de TB também causa queda nos níveis séricos de vitamina D. Vários estudos sugerem que ela é um potente imunomodulador de respostas inatas imunes, pois age como um co-fator para a indução da atividade antimicobacteriana.

Nutrição inadequada
Fatores como baixo nível socioeconômico, má nutrição, traços culturais/tradicionais, baixa exposição solar podem explicar a deficiência de vitamina D. As pessoas que têm pele mais escura são geralmente mais vulneráveis à doença, que atinge em maiores proporções certas regiões africanas. Segundo os investigadores, a sensibilidade acrescida ao bacilo de Koch, que causa a tuberculose, poderá ser explicada, em parte, pela maior abundância de melanina, pigmento protetor contra os raios ultravioletas, nas pessoas de pele escura. Ao reduzir a absorção dos raios solares, a melanina diminui igualmente a produção de vitamina D.

Vacina BCG
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é utilizada para a prevenção da tuberculose, tendo sido obtida a partir da cultura de um bacilo de tuberculose bovina, em 1906. No Brasil, o BCG é indicado para crianças de 0 a 4 anos, sendo obrigatória para as menores de 1 ano, de acordo com a Portaria 452 de 06/12/1976, do Ministério da Saúde. Deve-se vacinar o mais precocemente possível, de preferência, logo após o nascimento.

Segurança
A análise de artigos de publicações internacionais mostra que a BCG confere cerca de 50% de proteção para todas as formas de tuberculose e que a eficácia é de cerca de 64% para a meningoencefalite tuberculosa e de aproximadamente 78% para a disseminada. A vacina BCG é considerada segura, com baixa incidência de efeitos adversos, não provocando reações sistêmicas. Algumas complicações relatadas referem-se a técnicas inadequadas, tais como: aplicações profundas e contaminação.

Vetados
A Organização Mundial de Saúde estabeleceu as seguintes contra-indicações para vacinação com BCG: absolutas (imunodeficiências de qualquer natureza) e relativas (peso inferior a 2kg, hipogamaglobulinemia, desnutrição grave, erupção cutânea generalizada, tratamento com corticóides e citostáticos, doenças agudas febris, piodermite generalizada e doenças crônicas).