07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 2 min

LEVO FÉ NOS SUBSTITUTOS
Os desfalques para o duelo de terça-feira contra a Alemanha são justamente os dois principais jogadores da Seleção Brasileira, Neymar e o capitão Thiago Silva. É claro que o atacante e o melhor zagueiro do mundo farão falta mas ninguém é insubstituível. Vale lembrar que na Copa de 1962, Pelé se contundiu num jogo da primeira fase, Amarildo ocupou a vaga e foi fundamental na conquista do bi (ler memória). Neymar é referência no futebol brasileiro e mundial, mas a bem da verdade, não vinha desequilibrando, fazendo a diferença. Seu substituto imediato é Jô, porém, prefiro o zagueiro-volante Henrique ou Hernanes, adiantando Oscar e mantendo Hulk como terceiro atacante. Willian e Bernard são outras opções. Já no lugar de Thiago entra Dante, que conhece bem o futebol alemão. Levo fé nos substitutos dos titulares absolutos. Zuñiga não recebeu o cartão pela maldosa joelhada nas costas de Neymar, fraturando a vértebra do garoto legal e bom de bola, que fica fora da Copa do Mundo. Mas o colombiano pode ser punido pela Fifa, e torço pela suspensão, assim como ocorreu com Luís Suárez. O uruguaio não tomou o amarelinho pela mordida num adversário mas sofreu um castigo exemplar. Nossos votos para que Neymar se recupere logo.

OS PAPÕES
Brasil x Alemanha e Argentina x Holanda. As semifinais terão realmente as quatro melhores seleções, os maiores favoritos que venho apontando desde o ano passado. Nunca tive medo dos alemães e dos outros campeões - italianos, uruguaios, espanhóis e ingleses. De outro lado, sempre rezei para o Brasil não cruzar com holandeses e argentinos em Mundial. Mas quem quer ser campeão não pode escolher adversário. E quem esperava uma fácil vitória da poderosa Holanda ontem em Salvador, se enganou. A Laranja se classificou por milagre diante da Costa Rica, que já fez história na Copa brasileira.

HERMANOS
Desta vez a Argentina não teve o sofrimento dos últimos jogos, confirmou seu favoritismo e despachou a Bélgica. E também desta vez, os hermanos não contaram com o protagonismo de seu capitão e melhor jogador Messi. O grande herói foi Higuaín. A Argentina encerrou um longo jejum, porque há 24 anos não chegava às semifinais da Copa do Mundo. O duelo de ontem em Brasília não agradou.

MEMÓRIA
Copa do Mundo do Chile/1962: Brasil 2 x 1 Espanha em Viña del Mar, gols de Amarildo. Adelardo para a Fúria. Árbitro: Salvador Bustamante. Público: 20 mil. Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo. Técnico: Aymoré Moreira. Espanha: Araquistaín; Rodri e Grácia; Vérges, Etchevarria e Pachin; Collar, Adelardo, Peiró, Puskas e Gento. Técnico: Helenio Herrera.