09 de julho de 2026
Geral

Jogo e feriado fazem semana atípica

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O segundo semestre de 2014 será de poucos feriados em dias úteis, mas ganhará uma trégua já nesta semana, com a “ajudinha” da partida que Brasil e Alemanha disputam amanhã, em Belo Horizonte, pela Copa do Mundo. O jogo, marcado para 17h, levará a maioria dos estabelecimentos e repartições públicas a funcionar em meio expediente ou, no mais tardar, até as 16h (veja no quadro ao lado).

O momento de lazer e descanso dos trabalhadores será estendido até a quarta-feira, feriado estadual que comemora a Revolução Constitucionalista de 1932. A semana “preguiçosa” será uma das poucas a partir de agora até o final do ano, já que muitos feriados cairão em sábados e domingos.

É o caso, por exemplo, do Dia da Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e Finados (2 de novembro), que serão celebrados em domingos. Já o Dia da Proclamação da República cairá em um sábado.

Os únicos feriados que poderão ser emendados com o fim de semana são o do aniversário de Bauru, em 1 de agosto, que será comemorado em uma sexta-feira; e o Natal, em 25 de dezembro, que cairá na quinta-feira.

O feriado

A Revolução Constitucionalista de 1932, também conhecida apenas como Revolução de 32, foi um levante armado que ocorreu no Estado de São Paulo, com o objetivo de derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas, instaurado em 1930 através de um golpe de Estado.

O estopim que deu início à revolução, em 9 de julho de 1932, foi o assassinato nas ruas de São Paulo de quatro estudantes contrários ao governo. Eles foram mortos a tiros por um grupo a favor do regime de Getúlio Vargas. O ocorrido deu origem à sigla MMDC, muito usada para divulgar o levante e cujas iniciais eram dos jovens assassinados – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo.

O movimento ganhou o apoio de 35 mil homens pelo lado dos paulistas e durou três meses com batalhas violentas. Em 2 de outubro do mesmo ano, os constitucionalistas se renderam, não saindo, porém, como derrotados, já que, logo após o término do conflito, o governo federal convocou eleições para uma Assembleia Constituinte. Ela promulgou a Constituição do Brasil em 1934. Foi também quando, pela primeira vez no País, as mulheres participaram do processo eleitoral.